150 estilistas participam da 18ª edição do MFW

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@paulo_alexandre_photography
Foto: Paulo Alexandre

De cinco (5) a onze (11) de Dezembro corrente, Maputo vai vestir as cores da moda. É que durante uma semana, estilistas, modelos e outros integrantes da indústria da moda vão passear a classe na décima oitava edição da Semana de Moda de Moçambique (Mozambique Fashion Week – MFW).

Este ano, os artistas são desafiados a produzir peças em torno do tema “O Meu Mundo”. O evento vai acontecer no Hotel Montebelo e se predispõe a cumprir um programa que envolve – para além de desfiles e mostras de roupas feitas por estilistas e marcas – workshops, música, artes plásticas e gastronomia.


Na presente edição, vão desfilar na passarela da maior plataforma de moda de Moçambique cerca de 150 estilistas, dos quais 130 moçambicanos, e pouco mais de 60 modelos de Moçambique e outras geografias. Os números revelam avanço, comparativamente ao passado, quando fizeram parte do MFW pouco mais de 60 estilistas.

Marcarão presença, em Maputo, a Federação Italiana de Moda, estilistas da África do Sul, Angola e Japão, país com que artistas moçambicanos estão a desenvolver uma colecção híbrida que será apresentada na semana da moda.

Para o Director-Geral da DDB, Vasco Rocha, o MFW é uma iniciativa que enaltece as artes nacionais, promovendo a criatividade e o intercâmbio cultural, através do encontro entre fazedores de diversas proveniências.

“A 18ª edição do MFW é mais um passo de uma caminhada que começou há 18 anos, altura em que ninguém esperava que ela fosse chegar até aqui”, descreve, a acrescentar que o objectivo geral do Maputo Fashion Week é fazer da moda uma verdadeira indústria ao nível nacional.

“O décimo oitavo passo é continuidade do que temos feito. Tentamos caminhar e criar aquilo que hoje chamamos de indústria da moda”, afirma Vasco Rocha, quem falava esta manhã, a margem de uma conferência do lançamento da 18ª edição do MFW.

Na mesma ocasião, Vasco Rocha explicou que o MFW deste ano acontece num contexto em que se reafirma a necessidade de o sector cultural se reinventar, em busca do auto-sustento.

“Acho que o Governo tem prioridades mais difíceis para gerir, do que, propriamente, a moda. É altura de darmos passos nalgumas indústrias sem estarmos dependentes de ninguém, a nossa maneira, e fazermos as coisas por formas a mostrarmos, lá fora, a possibilidade, força e criatividade de Moçambique”, defende.

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