X-Hub já é uma realidade!

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Paulo Chibanga comprou uma máquina de tempo que o coloca a um passo em frente dos Homens comuns. Durante as suas andanças no mundo das artes, criando e gerenciando artistas, compreendeu que havia uma necessidade de criar um espaço onde a nata dos artista pudesse se encontrar para debater ideias e criar produtos com maior qualidade.

É por isso que, juntamente com uma equipa de jovens entusiastas, criou a X-Hub, Incubadora dos Negócios criativos. O acto da inauguração teve lugar ontem na cidade de Maputo e foi orientado pela Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.
Trata-se de um empreendimento pertencente a Khuzula Investiments e que deverá funcionar no modelo cowork, ou seja, um lugar para trabalho colaborativo no sentido de compartilhamento de espaços.

A ideia é que X-Hub seja um local de encontro para criadores sobretudo do sector das artes e cultura para que, em conjunto, possam trabalhar e colaborar na criação de conteúdos cada vez com melhores qualidades e competitivos no mercado internacional. Com efeito, a X-Hub possui espaços para a realização de eventos, sala para reuniões, conferência, um estúdio para gravação de vídeos e áudios, estúdio para fotografias, edição e masterização de músicas, espaço para realização de espectáculos de teatro e música, uma mini-livraria, obras de artes, entre outros recursos. A estrutura criada para a X-Hub vai também fornecer aos artistas serviços administrativos, financeiros, segurança no trabalho, entre outros.

A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, disse que a X-Hub é uma casa de cultura que vem responder aos desafios impostas ao sector das artes e cultura, nomeadamente a criação de uma indústria cultural dinâmica e activa e que seja forte para a economia nacional.

“A X-Hub tem como meta formar 200 gestores culturais e criativos por ano, com acesso a mentores para desenvolvimento de negócios por ano”, disse Eldevina Materula, acrescentando que é do interesse do governo profissionalizar o sector das artes e cultura e gerar empregos.

Neste sentido, a governante desafiou a Kuzula e as associações provinciais da cultura a criarem mais espaços de cowork em todas as províncias do país para que todos os artistas tenham igualdade de oportunidades.

Para Paulo Chibanga, a incubadora visa também facilitar o acesso ao mercado internacional aos artistas moçambicanos, através da criação de produtos de melhor qualidade para os mesmos e do estabelecimento de contactos.

“Na nossa análise, compreendemos que somos dos países mais ricos em termos de criatividade. Pensamos que o passo a seguir seria profissionalizar o artista, arranjando espaço onde possa fazer seus negócios. E percebemos que o maior desafio para o criativo é iniciar: formalizar o negócio, ter conhecimentos sobre a área e ter um espaço para trabalhar. Muitos dos que fazem negócios criativos não têm escritórios ou trabalham nas zonas recôndidas”.

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