Leitura: um hábito a cultivar

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Fotografia de Izi Dimande

Nas camisetas brancas, dísticos e panfletos com que marcharam recentemente, escritores, professores, alunos e respectivos país/encarregados de educação, além de outros amantes da leitura, era possível ler frases de diversos autores, todas focadas na ideia de criar e enraizar o gosto pela leitura.
A marcha teve início nas primeiras horas do sábado último (19), e juntou dezenas de pessoas numa única frente, para encorajar toda uma sociedade a cultivar o hábito de ler. Uma iniciativa a repetir.
“Fantástica”, descreveu a escritora Lídia Mussá, mentora do projecto “Ler e Brilhar”, o mesmo que concebeu a ideia da marcha. Da mesma opinião, partilham os outros presentes, que aos cânticos caminharam ao longo do centro da cidade de Maputo.
A também activista social, destacou que o objetivo não é apenas impulsionar a leitura, mas também instigar a produção literária, através de actividades que mobilizem as crianças a escrever.
“Queremos, também, chamar atenção aos pais e encarregados de educação para estarem mais envolvidos naquilo que os seus filhos fazem”, afirmou.
A iniciativa faz parte de um leque de outras atividades promovidas pelo projecto “Ler e Brilhar” com o propósito de viabilizar o encontro entre a sociedade e o livro, pois é através da leitura que se pode conhecer, transformar e/ou saber lidar com a realidade.
O foco era celebrar e enaltecer os diversos papéis da leitura, este exercício incontornável no processo de formação de uma sociedade preocupada pela busca incessante pelo conhecimento, mas houve também momentos culturais, desportivos e ainda a distribuição de livros.
Com o lema “O mundo é feito de homens, mulheres e livros”, também se cantava, no centro da cidade de Maputo, “Todos juntos pela leitura”, numa passeata que partiu da estátua de Eduardo Mondlane, percorreu a avenida com o mesmo nome, até desembocar no Conselho Municipal de Maputo.
Ofereçam livros aos vossos filhos
“Diz-me quem tu lês, dir-te-ei quem és”, rematou Suzana Rita, aos microfones dos jornalistas que a questionavam sobre o sentimento de fazer parte da marcha.
A directora do Colégio Educare, através dos ditos de André Maurois, citados acima, justificativa o facto de ter aberto as portas da instituição que dirige à iniciativa do “Ler e Brilhar”
“Sem leitura, uma sociedade é meia-aleijada, porque é com a leitura que nós construímos a nossa forma de pensar”. E é também com a leitura que a Suzana Rita influenciou crianças a ler e escrever, durante a década 90, altura em que se tornou uma das vozes do renomado “Programa da Criança”, da RM.
É a partir de tenra idade, prosseguiu, que temos que incentivar as crianças a ler. “A leitura mexe com a nossa mente, cria um imaginário que nos permite construir algo que é benéfico para nós próprios.
Na ocasião, Suzana Rita também abordou a questão da influência das tecnologias no processo de leitura, sobretudo nas crianças. Em meio a este campo que levanta acesos assesos debates, sobretudo em vias de desenvolvimento, como a nossa, Suzana Rita defende que apesar dos avanços tecnológicos, o livro e a leitura devem ser elementos prioritários no processo de formação do homem em todas as vertentes.
“Até as escolas incentivam o uso das tecnologias, mas apenas para complementar o processo de ensino, porque as tecnologias não podem substituir o livro”, finalizou.

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