Radjha Ali junta Mingas e Stewart Sukuma no Franco

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Radhja Ali

Radjha Ali, jovem músico em ascensão na cena moçambicana, baixa, amanhã às 18:30min, as cortinas da Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) para abrir a temporada deste ano daquela que é a maior instituição de arte do país.
Poucas semanas depois de uma performance na Expo Dubai, em representação do país, que fez o gáudio de internautas nas redes sociais com centenas de partilhas, o interprete nascido em Nampula, regressa aos palcos nacionais, para emprestar a energia contagiante e o seu canto árabe do litoral, da Baía de Mossuril.
“3 por 1”, título do concerto de amanhã, é o segundo de Radjha Ali depois de “Um Tambor, Uma Voz”, em Novembro de 2020, na mítica sala do CCFM.
A proposta, conforme a nota de imprensa recebida pelo “Mbenga”, é juntar 3 vozes de 3 gerações diferentes, com intuito de cantar por um Moçambique melhor, para um futuro próspero para Moçambique e o seu povo.
“É também”, lê-se no documento, “uma oportunidade única de colher experiência e conhecimento dos dois músicos convidados, Mingas e Stewart Sukuma, que já têm um longo e brilhante percurso, e uma bagagem enorme para doar aos músicos mais jovens”.
Radjha Ali nasceu em Nampula, no distrito de Muecate, na década de 80, onde vive até 2005, altura em que se muda para Maputo para cumprir o serviço militar obrigatório, especializando-se como operador de comunicação. Passou pela escola de música das Forças Armadas em 2006, onde teve o primeiro contacto directo com a música e a dança.
Em 2010, faz o curso de hotelaria no Hotel-escola Andalucia, e trabalha alguns anos como chefe de cozinha no Restaurante Café Centenário, na cidade de Maputo. Durante este período, cursou Teologia na Faculdade de Teologia, no Seminário Bíblico Teológico de Maputo, e Música no “Instituto Canzion”, fazendo a sua graduação em Música em 2014 e em Teologia em 2016, ano em que ingressa na ECA – Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane. A partir daí, teve a oportunidade de trabalhar com ícones da música moçambicana como Roberto Chitsondzo, Hortêncio Langa, Rhodália Silvestre, entre outros.
Em 2020, vence o concurso “Vozes que encantam” no programa “Moçambique em Concerto” apresentado por Gabriel Júnior. Desde aí tem realizado inúmeros concertos e feito participações em diversos eventos culturais na cidade de Maputo, solidificando a sua carreira. Ainda este mês de Fevereiro, representou Moçambique na Expo Dubai 2020, a convite do Ministério da Cultura e Turismo.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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