Gala-Gala apresenta “O Parto dos Rios” e “Gaveta de cinzas: solilóquios” no CCBM

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Amanhã e na quarta-feira, a editora Gala-Gala fará o lançamento e a apresentação dos livros “O Parto dos Rios”, de Pedro Baltazar, e “Gaveta de cinzas: solilóquios”, de Nick do Rosário, respectivamente, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na baixa da cidade de Maputo.

Ambos são livros de poema e de estreia dos autores. Conforme a nota de imprensa que recebemos, “O Parto dos Rios”, “é uma declaração nua de intenções: o amor e a crítica social” que se materializa em 76 páginas dividido em três cadernos, “Madrugada no Lúrio”, “Pôr-do-sol no Save” e “Amanhecer no Zambeze”.

O livro, de acordo com Pedro Pereira Lopes, editor e fundador da Gala-Gala, lembra uma viagem pelo país (do norte ao sul), às vezes pelos olhos de Rui de Noronha, às vezes pelos olhos de José Craveirinha.

Segundo o autor, que é também advogado, gestor e professor universitário, esta obra “é fruto do que vi e busquei compreender na vida, […] ciente de todas essas formas, das cambalhotas, dos solavancos e dos cheiros da lama e do bagre”.

O livro “O Parto dos Rios”, que sai pela chancela da Gala-Gala Edições, será apresentado amanhã pela Professora Doutora Irene Mendes, em sessão presencial e transmitida em directo através das redes sociais.

“Gaveta de cinzas: solilóquios”, livro de estreia de Nick do Rosário, que será apresentado na quarta-feira traz, conforme a nota de imprensa que estamos a citar, “uma poesia clarividente, límpida e milimétrica (a lembrar o haikai)”.

Rosário, prossegue o documento, faz uma incursão ora pelo universo poético, num exercício metapoético, ora no seu próprio mundo lírico, em três grandes momentos, “A palavra nasce”, “O verso acontece” e “A poesia acontece”.

Para o professor Demétrio Alves Paz, especialista de Teoria Literária e Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Federal da Fronteira Sul (Brasil), que prefacia o livro, está-se defronte de “uma obra versátil e potente. Uma nova voz poética que surge em Moçambique, em busca de uma poética própria e autêntica”.

O autor, em entrevista ao jornalista cultural José dos Remédios, afirmou que começou a escrever o livro numa fase difícil: “Estava com muitas dificuldades. Nessa altura, peguei um livro de José Craveirinha, fui-me identificando com os textos e comecei a escrever. Fui escrevendo sobre mim (também) e, nessa coisa de escrever, não podia faltar o amor”.

“Gaveta de cinzas”, o volume 1 da série “Biblioteca de poesia Rui de Noronha”, será apresentado no dia 27 de Outubro, quarta-feira, pelas 17:30h, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, pelo escritor, ensaísta e crítico Marcelo Panguana numa sessão presencial que será transmitida em directo para as redes sociais.

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