Arranca hoje a Feira do Livro de Maputo

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Ungulani Ba Ka Khosa é o escritor homenageado deste ano.

A sétima edição da Feira do Livro de Maputo irá decorrer até sábado, 23 de outubro, nas plataformas virtuais. Miguel Gullander (Portugal), Patrick Quillier (França) Valentino Viegas ( Goa/India), Rosa Chávez (Guatemala)  e  Conceição Lima (São Tomé e Princípe) são algumas das presenças confirmadas.

A coordenadora do certame, Cristina Manguele, confirma que a Feira do Livro de Maputo realizar-se-á em formato reduzido através da internet com iniciativas de homenagem a Ungulani Ba Ka Khosa e tem Cabo Verde como País de Honra, com inúmeras actividades culturais, a destacar a presença das actrizes Lucrécia Paco, Eunice Mandlate, o grupo Coral da Polícia Municipal e os músicos Roberto Chitsondzo, Xixel Langa e Texito Langa.

 Esta edição terá foco especial no questionamento dos problemas contemporâneos, com 9 debates, que integram escritores africanos de língua portuguesa, europeus, um asiático e europeus, está agendada para 21 a 23 do corrente mês, com um programa diversificado, vai reunir cerca de 75 participantes, dos quais mais de 40 serão autores, que vão protagonizar várias iniciativas em torno do tema central, Questionar mais: A literatura à escuta do mundo.

Miguel Gullander (Portugal), Rafael Courtoisie (Uruguai), Virgília Ferrão (Moçambique), Mariana Ianelli (Brasil), Evel Rocha (Cabo Verde), Fernando Salazar Torres (México), José Luiz Tavares (Cabo Verde) ,Waldo Leyva  (Cuba),  Maria Angel Peréz Lopéz (Espanha), Maria Luz Albuja (Equador), Patrick Quillier (França) e Inés Cortón (Argentina) são alguns dos autores que vão participar nas mesas.

Após a cerimónia de abertura da Feira do Livro de Maputo, também através das plataformas digitais, e que terá uma intervenção do Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Dr. Eneas Comiche, a conferência inaugural terá como convidado o poeta e actual ministro da Cultura e Industrias Culturais de Cabo Verde, Dr. Abraão Vicente, também fotógrafo e artista plástico e editor.

Além das actividades e prémios de prosa e poesia entre as escolas, oficina de escrita criativa e leitura, a edição deste ano da Feira do Livro de Maputo vai também contemplar outras formas de arte, nomeadamente um documentário sobre escritores de língua portuguesa de Anna Azevedo, e também o stand up comedy com Menezes Chilaúle.

Serão ainda preparadas actividades de leitura de poesia e de contos, com o envolvimento dos clubes do livro e de leitura de Maputo e Barcelona e dos autores convidados, a escritora portuguesa Isabela Figueiredo e o seu traduto espanhol, Espectáculo Multidisciplinar com Poesia africana de língua portuguesa e galega com  Isabel de la Fuente (Uruguai) e Yolanda Castaño (Espanha) e também haverá lançamento de livros, O cão e o gato , de Angelina Neves, A Revolução dos Pinguins, de Roger González Margalef e Odju d’Agu, de Manuel Veiga.

De salientar que, a 7ª edição da Feira do Livro de Maputo, conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português, Portos de Maputo e patrocínio do Bci, Visabeira e Embaixada da Embaixada.

Ler e Ouvir: Noves debates traduzem as composições literárias do mundo

Questionar mais: A literatura à escuta do mundo é o tema da 7ª edição da Feira do Livro de Maputo virtual, organizado pelo Conselho Municipal de Maputo, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, nas plataformas virtuais da Feira do Livro de Maputo e Conselho Municipal de Maputo.

É um olhar actual e instigante sobre os processos sociais, que visa revelar universos díspares onde a dúvida, a incerteza e o questionamento do quotidiano se ancoram na literatura, como único espaço fertil para a construção de uma sociedade justa e inclusiva.

Assim, a edição 2021, pretende dar a conhecer aos leitores moçambicanos e dos países convidados, autores actuais de reonhecida relevância internacional no panorama da Literatura mundo, promover um maior conhecimento e circulação entre os escritores moçambicanos e de outras geografias literárias e produzir novas narrativas que concorram para a implantação de um mercado editorial comum, onde tradutores, curadores, editores, estudiosos e escritores, nivelam a sua cooperação literária, facto que valorizará a literatura de cada país convidado.

Do programa fazem parte nove mesas de debates, com Germano Almeida (Cabo Verde), Bento Baloi – (Moçambique), Hélia Correia (Portugal) Maria Valéria Rezende (Brasil),  Donato Ndongo (Guiné Equatorial) e Manuel Halpern (Portugal) na moderação, dia 21, às 18 horas, conversam sobre a memória e a escrita em “Tudo o que escrevo é só memória”; a segunda mesa, com Susana Reyes (El Salvador), Daniel Medina (Cabo Verde), Michael Kegler (Alemanha), Edmilson de Almeida Pereira (Brasil), Hillary Owen (Inglaterra), sob a moderação do escritor moçambicano, Lucílio Manjate, abordarão o tema “Será que a literatura ajuda a criar uma zona de intervenção cívica?”. Na terceira mesa, dia 22, às 13 horas, Jan Queretz (Venezuela), Noemi Alfieri (Itália), Vera Duarte (Cabo Verde), Adriana Almada (Argentina), Conceição Lima (São Tomé e Princípe) com a moderação de Elton Pila (Moçambique), debatem a partir de uma frase de Jorge de Sena, “E só eu sei porque principiei a escrever no princípio  do mundo”, às 15 horas, segue a quarta mesa, dedicada ao tema “Como e onde captar a verdade para alertar o mundo?”, com a participação de Miguel Gullander (Portugal), Rafael Courtoisie (Uruguai), Virgília Ferrão (Moçambique), Mariana Ianelli (Brasil), Evel Rocha (Cabo Verde), Fernando Salazar Torres (México) e a jornalista cabo verdiana Chissana Magalhães fará a moderação.

“Como definir as esquinas das ténues fronteiras entre o local e o global?”, é o tema a ser discutido na quinta mesa, pelas 18 horas e 15 minutos, do dia 22, com a intervenção de José Luiz Tavares (Cabo Verde),Waldo Leyva (Cuba), Maria Angel Peréz Lopéz (Espanha), Maria Luz Albuja (Equador), Patrick Quillier (França) e a professora e pesquisadora portuguesa Ana Maria Martinho é a moderadora do debate.

Pelas 19 horas e 45 minutos, entram em cena os seguintes escritores, William Alfaro (El Salvador), Dina Salústio (Cabo Verde), Abdulai Sila (Guiné Bissau), Aurélio Furdela  (Moçambique), Inés Cortón (Argentina) e Hilarino da Luz (Cabo Verde) é o moderador da sexta mesa, onde a partir da frase de Ungulani Ba Ka Khosa, “A literatura dá alma a uma época, humaniza um período histórico ”, irão debater.

No dia 23, pelas 9 horas e 30 minutos, a sétima mesa subordinada ao tema “Do que falamos, quando falamos em ler para mudar o mundo?”, cuja composição bilingue vem reforçar a ideia de aproximação das línguas portuguesa e espanhola, os escritores,  Zetho Cunha Gonçalves (Angola), Luz María López (Porto Rico), Renato Sandoval Bacigalupo (Perú), René Silva Catalán (Chile),  Ana Filomena Amaral (Portugal) e a moderação está cargo da curadora brasileira Giselle Correia. As 12 horas, o escritor homenageado, Ungulani Ba Ka Khosa é entrevista pelos jornalistas José dos Remédios e Tomás Vieira Mário, numa conversa que andará entre a escrita, as leituras, as viagens e a memória histórica.

“Ter medo da cultura é ter medo da liberdade”, uma frase de Guilherme D’ Oliveira Martins, é o mote para a conversa, integrada na mesa 8, a ocorrer pelas 13 horas, com José Luís Hoppfer Almada (Cabo Verde), Jonathan Alexander España Eraso (Colômbia), Valentino Viegas ( Goa/India), Sangare Okapi (Moçambique), Alelton Fonseca (Brasil) e Fátima Fernandes (Cabo Verde), ocupa a posição de moderadora.

A última mesa, a ser dirigida pela curadora Selma Caetano, vai colocar em cheque um tema complexo e actual “Trocas culturais e escritas literárias: das interrogações contemporâneas  à formação (inter)cultural”, com a participação de Dany Spínola (Cabo Verde), Miguel Jesus ( Portugal), Rosa Chávez (Guatemala), Montserrat Álvarez (Paraguai), Miguel Ángel Feria ( Espanha).

Pararelamente as mesas de debate, ainda integrando a programação da Feira do Livro de Maputo, que tem a homenagem ao Ungulani Ba Ka Khosa pelos 34 anos de vida literária, uma oficina de leitura dinamizada a jornalista moçambicana Felicidade Zunguza, a sessão de conto de estórias com Victória Massingue (Moçambique) e Natacha Magalhães (Cabo Verde), uma oficina de escrita criativa com Marcelo Panguana (Moçambique), leituras do “Caderno de Memórias Coloniais” da Isabela Figueiredo (Portugal) pelos clubes do livro e de leitura de Maputo e Ayuntamento de Barcelona, Entrega de Prémios aos vencedores dos concursos literário de poesia e prosa das escolas, sessão de cinema, exibição do filme Saudade de Anna Azevedo (Brasil), entre outras actividades.

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