FACUM empenhada na elaboração do seu primeiro plano estratégico

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A Federação das Associações Culturais de Moçambique (FACUM) realizou, no sábado passado, 16/10, um workshop de planeamento estratégico. O evento que teve lugar nas instalações do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC) reuniu diversas associações culturais, membros fundadores e parceiros da FACUM para colher as sensibilidades, preocupações e anseios da classe artística, visando alimentar o processo de elaboração do Plano Estratégico da agremiação.
O workshop foi orientado pela MALIMU, representado por Pedro Muiambo, contratado para conduzir o processo de elaboração do Plano Estratégico da FACUM 2022-2027.
A FACUM é uma organização não governamental, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira e patrimonial, criada em 2020, em resposta os desafios inerentes a ausência de bons mecanismos para a realização de parcerias entre o Governo, ONGs e associações da sociedade civil, falta de planificação participativa, co-responsabilização e cooperação entre entidades públicas e privadas e a profissionalização dos intervenientes.
Nesse contexto, a FACUM pretende complementar os esforços do Governo de Moçambique e de outros parceiros nacionais e internacionais, servindo como interlocutor das associações culturais a nível nacional, uma ponte tanto do governo como de instituições de carácter Cultural não-governamental no que se refere a construção de políticas de desenvolvimento e de cooperação no sector cultural e criativo. A sua missão passa por conectar e fortalecer as associações culturais, junto com parceiros nacionais e internacionais, visando a criação de um ambiente cultural coeso, protagonizando acções inovadoras que garantem o desenvolvimento do sector cultural e criativo e integral do país.
Durante o workshop foram mapeados os sonhos e espectativas da FACUM, sendo que parte delas passam por, nos próximos 5 anos, estabelecer uma sede próprio e delegações ao nível da província, mobilização de mais associações ao nível de todo país para conquistar a sua legitimidade como representante delas perante o governo e outros parceiros nacionais e internacionais. Ademais, é necessário que a FACUM preste serviços de apoio às associações no que tange a acesso a informação e oportunidades de capacitação e mobilidade de artistas e seus produtos para que as associações culturais sintam vantagem de estarem associadas a à FACUM e quiçá mais membros possam de interessar em afiliar-se.
Numa entrevista ao Mbenga, Lucas Macuácua referiu-se como parte de problemas que a FACUM pretende atulhar, a existência, em todo país, de vários grupos que se pretende formalizar como associações, mas não sabe por onde começar, assim como outras associações formalmente constituídas, porém sem nenhuma actividade em curso. Assim, a FACUM vai prestar assistência a esses grupos que pretendem se formalizar como associações, assim como apoiar as que já estão formalmente constituídas a siarem do anonimato.
Desta maneira, a materialização dos objetivos da FACUM, segundo Lucas Macuácua, passa por “procurar levantar os problemas as associações para saber em que pode apoiar e/ou e levantar encaminhá-los aos nossos parceiros, colaboradores, Governo e outros interessados em apoiar iniciativas culturais”, revelou.
Lucas Macuácua explicou que uma das funções para as quais a FACUM foi desenhada é o rastreio e fortalecimento das práticas culturais nas comunidades, distritos ou províncias. “A nossa intenção é, também, criar delegações, para que quando as organizações (incluindo o governo) precisem de artistas, possam aproximar à FACUM, sendo um órgão que tem uma linha geral das necessidades e problemas dos artistas”, disse.
A FACUM é composta por associações que praticam diversas disciplinas artísticas nacionais, teatro, dança, artes plásticas, música, etc. Nós fazemos o acompanhamento, para facilitar a exposição apresentação dos artistas. Queremos trabalhar no fortalecimento e fazer com que as coisas aconteçam, porque há muita coisa adormecida”, sublinhou.
Lucas Macuácua é músico e activista social, membro fundador e coordenador do agrupamento musical Timbila Mizimba e da Associação Cultural Waretwha. É actualmente, presidente do Conselho de Direcção da Federação das Associações Culturais de Moçambique.

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