CCMA expõe arte de Cabo-Delgado

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Fotografia de Júlio Marcos

Com as praias vazias e demais locais de atracção turística às moscas – por força das imposições do novo normal – os artistas de Cabo-Delgado perdem grande parte de suas receitas e se encontram mergulhados numa situação económica vulnerável.

Se antes mesmo da dupla crise gerada pela Covid-19 e os ataques terroristas, o sector cultural da província de Cabo-Delgado já andava de mãos dadas com a problemática da falta de compradores para as obras, nos dias que correm as dificuldades só se multiplicam.

É neste contexto que o Centro Cultural Moçambique-Alemão (CCMA) em parceria com o Cabo da Cultura e apoio da Casa da Baía de Pemba, inaugurou, no passado dia 16 de Agosto corrente, em Maputo, a exposição “Arte(sanato) de Cabo-Delgado”.

A mostra é mista e junta diversos artistas e associações culturais que desenvolvem diferentes formas de manifestação, como a pintura, a escultura, gravura, literatura, artes plásticas, fotografia, cestaria, joalheria, todas feitas por artistas provenientes de Cabo-Delgado, como tentativa de resposta aos desafios que têm enfrentado nos últimos tempos.

A exposição – que está patente até 16 de Setembro próximo – tem como foco ajudar os artistas a vender. Ou seja, corresponde a uma forma de ampliar o mercado da arte produzida em Cabo-Delgado, através da exposição dos produtos culturais no principal centro de comércio do país – Maputo.

Assim, os colares, pulseiras, Cd’s, livros, esculturas, utensílios domésticos, quadros, máscaras e outros objectos podem ser visitados e compradas na Galeria do CCMA, em Maputo.

“Arte(sanato) de Cabo-Delgado” é também, um mosaico cultural centrado nos hábitos e vivências das populações oriundas de Cabo-Delgado, buscando reflectir em torno das mudanças ocasionadas pela que a dupla crise da Covid-19 e ataques terroristas têm naquela região do norte do país.

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