Sónia Sultuane leva Ilha de Moçambique à Maputo

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Fotografia de Júlio Marcos

A Ilha de Moçambique é um local de várias cores. Os seus lugares transbordam arte, poesia e conservam a história de todo um povo, que apresenta traços culturais próprios, evidenciados nos lugares e estilos de vida.

Inspirada no perfil arquitetónico desta região insular, localizada na província de Nampula e considerada Património Mundial da Humanidade, em 1991, pela UNESCO, Sónia Sultuane concebeu a exposição “O Lugar das Ilhas”.

A mostra é, na verdade, um resgata dos principais marcos das visitas que a artista efectuou à Ilha de Moçambique, durante a infância.

Artista visual e, também, escritora, Sónia Sultuane usa a capulana como o veículo que a conduz nesta viagem ao seu passado. Lê-se no catálogo da exposição que a escolha da capulana como elemento principal deve-se a pretensão, por parte da artista, de tornar este objecto de todos os dias numa verdadeira obra de arte, que não sirva apenas para adorno.

Aliás, na sua observação, a capulana também faz parte da arquitetura presente na Ilha de Moçambique, uma vez que pode ser encontrada um pouco por todo o canto daquele espaço.

À capulana, Sultuane mistura o mosaico, este material que considera assinatura dos seus trabalhos plásticos, fios de pesca, missangas, arrame farpado, corda, corrente e diversas especiarias, para apresentar os tempos, lugares, sentimentos, memórias, formas de vida e tradições da ilha, através das 16 (dezasseis) obras que compõem a presente exposição.

Sónia Sultuane é poeta, escritora, fotógrafa e artista plástica auto didáctica, residente em Maputo. Estreia nas artes plásticas em 2005, através da exposição coletiva “Hora 0”, e já apresentou os seus trabalhos além-fronteiras. Como escritora, publicou, este ano o livro “Walking Words” – Palavras que Andam, e participa de várias antologias nacionais e internacionais.

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