O PODER CURATIVO DA ARTE

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Nália Agostinho

O Centro Cultural Moçambicano-Alemão inaugura na segunda-feira (19) deste mês, pelas 18.00 horas, a exposição de pintura O PODER CURATIVO DA ARTE ALGO MAIS, PARA NÓS MULHERES E NÁLIA AGOSTINHO.

Publicamos o texto de apresentação da exposição para que se possa ter uma compressão sobre esta proposta artística.

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A arte nos dá e nos ensina muito. Em sua companhia podemos viver experiências únicas. Por meio da arte, nos conectamos com nós mesmos, com o mundo, com os artistas, com a humanidade; é como se um fio invisível nos unisse, ainda quando milhares de quilômetros nos separam das outras pessoas.

Por meio da arte, entendemos que os sentimentos são universais e que todos vivemos o amor, a tristeza, a alegria, a vergonha, e muito mais… ficando onde estamos, sendo quem somos. Tendo em conta que cada um de nós recebe estímulos diferentes e é fruto de ambientes e histórias diferentes.

E todos esses sentimentos e emoções, podemos recebê-los através de uma pintura ou de uma experiência artística. A arte sempre foi o bálsamo da alma e o refúgio de muitas pessoas, em muitos momentos em que pensamos que somos inúteis e cheios de imperfeições e que nada vale a pena, nesses momentos podemos por exemplo entrar num museu, numa galeria, e contemplar obras que nos fazem sentir melhor, quem têm um efeito calmante e curativo para a nossa situação.

Todos nós gostaríamos de ter habilidades artísticas, de poder nos expressar com uma pintura ou uma escultura, porque é uma sensação maravilhosa e única. Mesmo que não possuamos essas qualidades de forma perfeita e profissional, somos igualmente capazes de amar, criar e apreciar as obras de arte, e foi com este intuito que no 20 de Março realizou-se o Workshop de pintura intuitiva e terapêutica “O poder curativo da arte”.

Mais ou menos 20 mulheres, guiadas pela artista visual Aline Nobre e por Giselle Daiana Genna da plataforma “Algo Mais, Para Nós Mulheres”, exploraram o próprio potencial artístico e se deixaram levar pela experiência. E aqui estamos hoje a expor alguns dos resultados. Na vivência do workshop e da exposição das obras produzidas pelas mulheres participantes, a artista contemporânea Nália Agostinho, junta-se ao “Algo Mais, Para Nós Mulheres” compartilhando a sua arte e a sua potência curativa.

Nália das Dores R. J. Agostinho é uma artista contemporânea moçambicana, nascida em 1990 em Maputo. As raízes da sua infância estão profundamente enraizadas na Polana e no Chamanculo, bairros da Capital de Moçambique, repleto de texturas cruas, padrões, cheiros e o jeito caótico de Ser.

Ela abruptamente teve a chance de se formar em Ciências Políticas em Trento (Itália) onde viveu, estudou e trabalhou por quase 8 anos. Seu amor pela arte começou durante sua infância, em tenra idade, quando incentivada por seu falecido pai, que era um amante das artes e da música.

Ela teve a oportunidade de frequentar a Escola Nacional de Música, onde completou a sua formação com uma certificação em Dezembro de 2006. Em 2018, Nália decidiu começar a pintar profissionalmente como uma necessidade de expressão do seu verdadeiro eu.

Suas visões sobre a Pintura baseiam-se em uma percepção de osmose da Vida, onde tudo o que tendemos a ser e expressar é fortemente movido entre nossas expectativas internas e externas, nossos cenários micro e macro, nossos polos positivos e negativos. Essa foi a sua oportunidade e ela agarrou-a.

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