Abrem-se páginas das Histórias com Cores … arteando Mia Couto

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AManhiça, Elias Manjate e Marcos P’fuka, três artistas visuais moçambicanos, criaram pinturas e esculturas a partir da leitura de textos de Mia Couto e o resultado é a exposição colectiva Histórias com Cores e Vício-inverso, arteando Mia Couto, a inaugurar na quarta-feira (07), às 18.00 horas, na Galeria da Fundação Fernando Leite Couto.

Esta exposição é, com efeito, a materialização de um diálogo entre a literatura e as artes visuais com a intenção de mostrar as interpretações que cada um destes artistas fazem das imagens que o escritor cria nos seus livros.

Aos olhos do escritor e critico literário, Lucílio Manjate que assina o texto de apresentação da exposição, Amanhiça através das suas esculturas, molda a dureza e a severidade do ferro e dá-lhe sensibilidade e elegância a ponto de, inclusive, convencer às suas criaturas a ensaiarem o voo necessário nestes tempos de cólera, como quem lembra o amor de García Márquez.

O traço de Elias Manjate que se apresenta com pintura em telas, observa Lucílio, é azul como a dança do mar, castanho como o peso da terra, verde como o futuro, mas também pode ser incolor como a música.

Marcos P´fuka, ainda na perspectiva de Lucílio Manjate, acende, nas suas telas, luzes no fundo do túnel, espanta medos e nos devolve o calor sensível ao olhar. “O seu mundo cheio de sóis e calores reconstrói-se em nós através da retina da ave, como acontece com Amanhiça e Manjate”, lê-se no texto de apresentação.

As obras estarão acompanhadas por excertos de textos de Mia Couto, de várias obras diferentes, mediante a inspiração de cada um dos três artistas visuais.

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