Maputo Street Art vende camisetas e sacolas para pintar murais

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Maputo Street Art vende camisetas, sacolas e outros artigos para angariar o dinheiro da compra do material que usam na pintura de paredes dos bairros periféricos das cidades de Maputo e Matola.

Em face da pandemia que condiciona a vida das pessoas, o colectivo de artistas de pinturas e grafites em paredes a céu, transformando as cidades em museus, democratizando o acesso as artes que actua na capital do país e na vizinha Matola enfrenta dificuldades financeiras para compra das suas ferramentas de trabalho.

“O material que temos está a esgotar”, disse Phayra Baloi, um dos membros do grupo, há dias, quando encontravam-se a trabalhar no bairro Polana Caniço. “Provavelmente termine aqui”, lamentou.

Manavetana, Phayra, Biché e Afro Ivan

De modo a contornar a limitação, que poderá interromper a pintura de murais nos bairros periféricos de ambas cidades, Maputo Street Art estampou o seu símbolo em camisetas e sacolas para a venda.

“As pessoas compram estas peças e nós canalizamos o dinheiro para a compra de tintas”, disse Phayra Baloi, a explicar que quanto mais material puderem comprar, mais bairros poderão pintar.

Maputo Street Art, prosseguiu, aceita igualmente apoio em material e a cedência de muros em pontos estratégicos das cidades de Maputo, onde se regista um movimento significativo, diariamente.

O Movimento Street Art foi criado em 2014 por Afro Ivan Muhambe, que continua líder da iniciativa, cuja ambição é dar cor e emprestar outra estética as urbes e bairros periféricos de Maputo e Matola.

É, este projecto, igualmente, uma tentativa de incentivo aos artistas plásticos, grafiteiros a expor os seus sentimentos e emoções pelas cidades, reflectindo, com efeito o espirito das suas gentes.

“A ideia é comunicar o artista e a comunidade”, continuou Phayra Baloi, relatando que, ainda nesse contexto, em 2018, o grupo começou a ir aos bairros ensinar crianças a pintar em t-shirts com técnicas rudimentares, fáceis.

“Alguns murais tem mãos de crianças”, contou, a revelar a expectativa de, desta forma, “despertar nelas o interesse pelas artes”. E é nesse contexto que estabelecem parcerias com a Associação Moçambicana de Skate, baseada no bairro Maxequene e outros.

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