Resgate: quando a salvação é uma miragem

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https://www.youtube.com/watch?v=sxK8Mxd2Oxg

Depois de assistir Regate, o filme “Resgate” conta realização e guião de Mickey Fonseca, e direcção de fotografia e edição de Pipas Forjaz, acreditei que a salvação é um bem difícil de alcançar.

Os dois fundadores da Mahla Filmes, que são também os produtores executivos desta que é a sua primeira longa, contam uma história sobre redenção. A trama é a seguinte: Depois de 4 anos na prisão central de Maputo por roubo de carros, Bruno de 34 anos é finalmente um homem livre e não quer nada com a sua antiga gangue. Para tal, conta com ajuda de sua devota namorada, Mia, de 28 anos. A vida parece estar voltar aos trilhos para o casal, quando ele é surpreendido por uma intimação bancária referindo-se a um empréstimo misterioso que sua falecida mãe recebeu. Se ele não pagar 30 mil dólares, o banco irá executar sua casa herdada. Falido mas determinado a manter a dignidade da casa e da mãe, ele não vê outra escolha senão fazer alguns trabalhos estranhos com sua antiga gangue. Ele logo se vê envolvido em uma teia de sequestros violentos, beneficiando principalmente o novo chefe impiedoso da gangue. Sentindo-se usado por ele e pressionado a pagar o empréstimo bancário.

No filme destaca-se a actuação de Arlete Bombi, que dá vida a Mia, com um toque de realidade, paixão e fervor. Em termos de actuação, grande parte dos actores são do teatro, sendo que não conseguem mostrar a realidade que o cinema exige.

O filme tem uma óptima direcção de fotografia, Pipas mostrou perícia na escolha dos ângulos e locais para a realização das filmagens. Apostou em planos que detalham as emoções sem deixar margem para múltiplas interpretações.

Sobre o roteiro, o filme mostra que nem sempre as nossas metas são atingíveis e que se os bens matérias são a nossa meta pudemos chegar a cova sem nunca termos sentido o sabor da vida.

Resgate, um filme que vale a pena ver.

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