Isabel Jorge quer te levar para uma viagem pela telinha

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“O mundo sem sair de casa”, performance didático-criativa a cargo da actriz e produtora Isabel Jorge inaugura as sessões dos Ateliers de Teatro no dia 16 de Junho, em live, nas páginas de Facebook e Instagram da Fundação Fernando Leite Couto.

O espectáculo, que está integrado na programação do projecto Pandemia Criativa, será transmitido às 18.00 horas, com duração de 30 minutos.

“Nesta primeira sessão a proposta é viajar pelos infinitos lugares do mundo e paisagens interiores sem sair de casa, porque na casa cabe toda geografia possível e inimaginável, a casa é um universo de possibilidades, a casa somos nós, material humano”, lê-se no comunicado de imprensa que chegou ao “Mbenga”.

Conforme o documento que estamos a citar, na performance didático-criativa, Isabel Jorge propõe uma viagem pela obra “Nós Matámos o Cão Tinhoso” de Luís Bernando Honwana, na versão adaptada para o teatro pelo encenador Evaristo Abreu.

“[É] também [uma proposta que] nos convida a viajar à Niassa ao encontro da história e do legado da rainha Acivaanjila, símbolo feminino da resistência e combate a dominação colonial”, adianta o comunicado.

Como forma de continuar o espectáculo através da interação com o público, no fim de cada sessão o público será desafiado a gravar um vídeo de uma performance que tenha sido criada, adaptada a partir de “O mundo sem sair de casa”.

Esta iniciativa de Teatro e Comunidade surge como resposta ao contexto da pandemia do coronavírus e pretende contribuir na ampliação de possibilidades artístico/criativas através da valorização e ressignificação do conceito de confinamento ou isolamento social.

“Pensamos a casa como um palco simbólico, por isso, sugerimos que o confinamento imposto pelo Covid-19 seja encarado como uma oportunidade criativa, de autoconhecimento e fortificação dos laços comunitários”, afirma a produção da iniciativa.

O Projecto Pandemia Criativa, donde fazem parte as sessões de Ateliers de teatro e dramaturgias no contexto do coronavírus, resulta de pesquisas de Venâncio Calisto, no âmbito do seu mestrado em Teatro e Comunidade.

A acção consiste em a partir de jogos e exercícios teatrais oferecer ao público indutores criativos que contribuam para a transformação deste momento de crise pandémica (repleto de incertezas e inseguranças de vária ordem) num momento de criatividade artística, inspiração, fruição, revisitação da memória, exploração da imaginação e do corpo e da voz, enquanto material extraquotidiano e construtores do simbólico.

“[O objetivo é] contribuir para o fortalecimento interior das comunidades moçambicanas a partir do teatro e da disseminação de mensagens de esperança, como forma de contribuir no combate ao Covid-19”, conclui o comunicado de imprensa.

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