Música tradicional e dança contemporânea na mó de cima

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A mbira e o Festival Kinani fizeram a noite de ontem na cidade de Maputo  nos espaços da Associação dos Músicos Moçambicanos e no Centro Cultural Franco-Moçambicano.

O filosofo moçambicano, Severino Ngoenha, na tarde de ontem no debate em que tomou parte, a caminho da Festa da Música disse que a música é um dos mais eficazes veículos de uma cultura. Tendo apontado  o jazz como um dos exemplos.

A primeira artes, explicou é uma das formas pela qual a africanidade prevaleceu no processo de escravatura que levou vários dos “nossos” para fora do continente.

Recordou, na ocasião que porque não se podia voltar para o continente naquele contexto para resgatar vários traços, a música acabou sendo o veículo mais eficaz. Sendo que referiu ainda que Aristóteles, no livro “Politica” – que cunhou essa área com esse nome – o primeiro capitulo é dedicado a música, em reconhecimento do papel desta na formação de um pensamento.  

Foi neste contexto que transmitiu a ideia de que a arte moçambicana é um casamento “entre o moderno e o tradicional”. Nesse exercício revelou que a Timbila e a Mbira foram os primeiros instrumentos nacionais que prenderam a atenção ocidental no país, apontando os britânicos como referências nesse processo.

A Mbira é, com efeito, uma das formas de manifestação da moçambicanidade, no sentido de unicidade quer propõe o “Manifesto Por Uma Terceira Via”, que escreveu juntamente com José Castiano, lançado há dias.

Estiveram na mesma mesa de debate Beauty, Lucrécia Paco e Ivan Mucavele a revelar a sua relação com o instrumento Mbira.

Enquanto o dia já se decepava, por volta das 18:00 horas, no Centro Cultural Franco Moçambicano, no âmbito do Kinani – festival de dança contemporânea, as atrocidades da Guerra dos 16 anos era reflectido na peça de teatro “Incêndios”.

Em palco estava a reposição de uma peça que reflecte as mazelas da guerra e as sequelas que ela deixa na vida das pessoas. Encenada por Victor Oliveira que por via da que trucidou o país teve de se exilar, com a família na Europa, o espectáculo é inspirado no texto do dramaturgo libanês Wadji Mouawad, intitulado “A mulher que canta”.

A partir de uma situação agreste a peça transporta a quem assiste aos traumas e sequelas da guerra que colocou em inimizade irmãos, na sequência houve um ensaio na Oficina Municipal da Dança.

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