KINANI ao ritmo da interculturalidade

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PENSAR a multiculturalidade à procura das semelhanças humanas é a proposta da 8ª Edição da Plataforma Internacional de Dança Contemporânea (KINANI) que arranca hoje, na Oficina Municipal da Dança, no Departamento de Edifícios, Parques e Jardins do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Av. Fernão de Magalhaes.

Quito Tembe, director do Kinani, explicou que a intenção é “trabalhar a questão da interculturalidade para explorar os aspectos comuns entre pessoas de contextos diferentes e, nalguns casos, até antagónicos”.

“Re-conectando identidades” é, com efeito, o tema central da presente edição deste mega-evento, que acontece bianualmente. A sustentar o conceito desta edição, que decorre até Domingo, parte da programação é resultado de residências artísticas entre países de diferentes cantos do mundo.

“Algumas exibições que irão decorrer nos diferentes espaços que o Kinani irá ocupar estarão a mostrar, com performance, o resultado das colaborações das residências artísticas”, disse o director.

Estarão presentes 60 delegados, entre produtores, jornalistas, bailarinos, coreógrafos de 20 países.

 Tembe prosseguiu referindo que a abertura vai ser na Oficina Municipal da Dança, que era um porão abandonado, pois, entende ser necessário aproveitar-se mais os espaços alternativos para contornar a falta de salas para espectáculos.

De Moçambique, o destaque vai para Panaíbra Canda, distinguido pela revista alemã TANZ na categoria “novas promessas para o futuro da dança 2017”. O universo feminino nacional será representado por Edna Jaime, Katia Manjate, Janeth Mulapa e Mariana Tembe, que apresentam diversas temáticas que colocam o quotidiano em questionamento através de colaborações artísticas.

Da lusofonia, estará Mari Paula, bailarina e docente brasileira com um longo percurso no campo das criações contemporâneas, que apresenta a peça “Retrópica” no último dia do festival.

Ainda na arena internacional, as atenções estarão viradas para Roberto Castello, um dos pilares ideológico da dança contemporânea na Itália. 

Para além dos 26 espectáculos programados, o KINANI acolhe o “Steam Room” – um encontro, que pretende unir profissionais africanos num debate teórico sobre os desafios da dança contemporânea em África.

O programa contempla também diversos encontros temáticos e workshops dirigidos a estudantes de diversas instituições de ensino de artes e cultura, aos novos talentos e ao público em geral.

As exibições serão em seis espaços. Dos quais quatro alternativos, nomeadamente: 4º Andar, Oficina Municipal da Dança, Museu da Mafalala e o Jardim Tunduro. E ainda, dois dos teatros estabelecidos da nossa cidade: Centro Cultural Franco – Moçambicano e Teatro Avenida. Em termos de locais de espectáculos, destaca-se a introdução de três novos espaços alternativos: Oficina municipal da dança, Museu da Mafalala e o Jardim Tunduro.

O habitual espaço alternativo 4º andar, acolhe cerca de nove espectáculos de dança, performance e instalações para além de uma noite dedicada à música, que estará ao cargo da banda RockFellers, marcando o seu regresso. A mesma ocasião contará com a actuação da banda Hodi, Cantinho das Cores e DJ  YouC.

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