Migração reflectida na exposição Quirilidade patente na 16 Neto

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A galeria do espaço cultural 16 Neto acolhe, desde quarta-feira, a exposição colectiva “Quirilidade: a consciência da migração na influência da identidade”.
É um trabalho colectivo dos artistas plásticos Lulu Arte Viva, Maísa Chaves, Marcelino Manhula, Ana Mosquera e a dupla americana Visualst.
A mostra discute o fenómeno da migração e a sua influência na identidade. Pretende, igualmente despertar a importância de se debater sobre a troca de informação cultural, social, política e económica entre os povos que mantém um contacto constante com Moçambique. Trata-se de uma exposição que cruza diferenças, une culturas e entrelaça ideias.
“Quiliridade” é também fruto de observação de cada artista sobre o que acontece ao seu redor e das transformações que a sociedade sofre ao longo do tempo, devido ao processo de aculturação.
A história mostra que Moçambique vem mantendo contacto de forma constante com países como Portugal, Malawi, África do Sul, Zimbabwe, entre outros, o que faz com que o povo da pérola do índico absorva os elementos culturais destas nações e vice-versa.
Lulu Arte Viva, um dos expositores ouvidos pelo MBENGA, disse que a mostra traça uma identidade pessoal de cada artista. É autor da obra “Migração sem tempo”, na qual explorou a técnica de Assemblagem, durante 90 dias.

O artista plástico define a exposição como “complexa e de diversas culturas para constituir uma e única identidade”.
Na conversa, Lulu enalteceu o trabalho colectivo que teve com os colegas, sublinhando que foi uma experiência diferente. “Cada um expressa o que sente na alma e vê. Tentamos transmitir o individualismo e colectivo, porque a mensagem deve ser única, cada um, entretanto, se expressando à sua maneira”.
Coube à Gisele fazer a curadoria de “Quirilidade”. Disse que “não foi fácil juntar esses artistas numa só colecção, mas foi uma experiência singular. Ajudou-me a ver que é possível reunir culturas no único espaço e aprender delas”, detalhou.
Públicos diferentes
A exposição não atraiu apenas artistas ligadas as artes plásticas, mas também, artistas do ramo musical, como é o caso do rapper moçambicano Mark Exudos.
Mark, que sublinhou a importância de participar em eventos dos outros artistas, mesmo que não sejam do ramo musical, deixou ficar o seu sentimento sobre a exposição. “Achei a exposição muito boa é sempre bom estar a ver a arte a ser criada ou a recriação”.
A mostra estará patente até dia 11 de Novembro.

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