Maputo homenageia Nelson Mandela

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A CIDADE de Maputo curva-se amanhã a Nelson Mandela, um dos maiores símbolos de humanismo, do século XX, a propósito do seu aniversário, que se assinala a 18 de Julho.

Com efeito, o Festival Internacional Poetas D’Alma, junta-se no Museu Mafalala, para realizar a “Noite de Poesia Ubuntu” com o grupo Entrecho, Melvin Sabthana, Yuru Yayungai e Valerio Moser.

O evento está enquadrado na série, que o conjunto Poetas D’Alma, há pelo menos 15 anos realiza as “Noites de Poesia”, está a realizar a caminho do programa maior, que se realiza de 25 a 27 do corrente mês, em diversos espaços da cidade, juntando várias nacionalidades. 

Por sua vez, na baixa, o Centro Cultural Brasil-Moçambique, o homenageia “como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia”, lê-se na nota de imprensa.

O encontro terá os actores Expedito Araújo e Klemente Tsamba a contar histórias, num ambiente íntimo, a quebrar, como sugeriu o dramaturgo Bertolt Brecht, o padrão estabelecido de performance no qual o público é passivo.

Nelson Mandela passou 27 anos na prisão – inicialmente, em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil no seu país. Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa, que defendeu, como advogado de direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre.

Mandela foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, “um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo”.

A data foi instituída em sua homenagem, pela Organização das Nações Unidas, como o Dia Internacional Nelson Mandela.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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