MOÇAMBIQUE E EUA demonstram “Amor a camisola”

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Na noite de sexta-feira (27/04) a rua que separa o Arquivo Histórico do Cine Teatro Gilberto Mendes vestiu-se de  enfeites, transformou-se em palco e acolheu os rapper’s e produtores nacionais e internacionais.
AMOR A CAMISOLAA luz do palco reflectia e ofuscava a lua que estava escondida entre as nuvens. Os guardas com músculos, braços e pulsos fortes barravam entrada de quem chegou a tempo, 20.00 horas, tempo previsto para o início do espetáculo.
Sem poder escutar o leque de artistas para o qual compraram o bilhete, o público conformava-se. Assim, escutavam as misturas musicais estrangeiras que os DJ’s tocavam de forma repetida.
As 22:00 horas o concerto iniciou. Para entrar, o público usou pulseiras cor de rosas, aceitando o lema do concerto: “Hip-Hop sem violência”.
Como aperitivo, dois rappers subiram ao palco, para uma batalha que se queria lírica, mas acabou sendo apenas de termos obscenos, ofensas contra o oponente e a sua família.
Abençoando a noite, gotas de água precipitaram-se do céu. Depois dos chuviscos, DJ Asnepas lutou para dominar a mesa de som e conquistar o público. Resgatou instrumentais de “9th Wonder”, produtor norte-americano, e tocou.
O público abanou a cabeça para não desmoralizar o homem. Porque as lutas devem ser vencidas, Asnepas aos poucos dava argumentos musicais nacionais, que faziam o público mover o corpo, ligeiramente, em sinal de satisfação.
Convidado pelo MC Hélder Leonel, para dar cor a noite, Simba, um dos promotores do evento, subiu ao palco, vestiu a capa de rapper e turista. Mostrou o que é produzido no território nacional e no continente na música “African Tour“.
O artista que se expressou em inglês, levou o público a uma viagem musical cheia de destinos por conhecer.
Sem “playbacks”, o rapper mostrou segurança e a plateia respondeu com palmas, gritos e assobios. Depois de ter as pessoas sob o seu comando, em português cantou “Bonita”.
Depois veio “cenário”, “uma música mais hip-hop dos anos 1990, que apostei, sem a total concordância de Milton Gulli, para promover o álbum The Heroes. E resultou, a música foi bem aceite”, disse Simba.
Ouça o álbum The Heroes:

No entanto, não só no álbum, mas no concerto a música conquistou. Por instantes o público acreditou que ainda estávamos na década do hip-hop.
Sem cortar a “vibe“, Duas Caras subiu ao palco e interpretou temas como “Camisola 10”, “Frank Lucas”, “Putos Matrecos”. Num “sime-playback”, ligeiramente traído pela dicção, Caras mostrou segurança e aos poucos suas palavras tornaram-se mais audíveis.
Confira Duas Caras:

Para se despedir do público, mostrou três estrofes de sua nova música, sem “playback” convenceu até aos mais críticos, que durante a sua actuação estavam na defensiva.
Para reforçar a actuação nacional, Mak.da.P subiu, controlou a mesa de som e outro arsenal sonoro que estava no palco. Com as suas misturas levou a plateia de volta década de ouro do hip-hop, 1990.
Para fazer companhia ao produtor, o rapper Kloro e o seu colectivo, “IBS” subiu ao palco.
O rapper mostrou força, garra e determinação. Sem Ubaka, com Tecknik, Sodoma e Pirus nos backgrounds, Kloro batalhou para ter uma boa performance.
Com os microfones e a voz (ofegante, rouca) como obstáculos, o rapper conseguiu levar o público a vibração.
Na sua actuação, mostrou 70 por cento das músicas do seu álbum de estreia a solo. Na terceira música, a plateia rendeu-se e acreditou que Kloro era realmente o cabeça de cartaz.
Com o conteúdo das letras a serem superior que a performance, mostrou que a música hip-hop está no seu DNA.
Confira Kloro:

No início de madrugada, de vermelho, o produtor de Detroid, Estados Unidos de América, Apollo Brown apresentou-se ao palco.
A performance começou com as batidas das instrumentais que soavam como marteladas. O público perdia o norte e vibrava com os sons.
Depois das instrumentais. O rapper Skyzoo, de Nova Ioque, entrou em cena para acompanhar o seu compatriota.
Juntos apresentaram o seu recente álbum, lançado em setembro do ano transacto: ‘The Easy Truth’.
ltimos momentos do concerto.
No final, mesmo os que não tinhas camisolas, juraram amor a camisola.

gggHélio Nguane

Acredita em seus sonhos e transforma-os em verdade. Com amigos fundou o Mbenga e escreve o seu destino. Colaborou com periódicos dos PALOP’s, trabalhou em Relações Públicas (assessoria) e Publicidade e Marketing. É repórter do Notícias. Este é só o principio da revolução.

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