CCBM MOSTRA RETRATOS DA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA

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imageViajar o passado, conhecer a história pode ser feito de diferentes maneiras: através de contos de histórias (oralidade), documentários audiovisuais ou fotos que retractem as vivências e os feitos dos que pertenceram aos tempos idos.

Recordar o Processo de Libertação de Moçambique por meio de fotografias e livros é a escolha feita pelo Arquivo Histórico Nacional e o Centro Cultural Brasil-Moçambique, em uma exposição que decorreu do dia 22 a 30 de Junho corrente. São cerca de 50 retractos e seis livros que despertam vários sentimentos nas pessoas que passeiam os seus olhares neles, desde emoção, curiosidade e recordação.


Texto: Safira Chirindza

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Segundo a embaixadora do Brasil em Moçambique, Lígia Scherere, o objectivo da Exposição é prestar tributo aos libertadores do País, aqueles que morreram em defesa de Moçambique.
O público apreciador é composto tanto pela antiga assim como pela nova geração. De acordo com o seu tempo, interpretavam a realidade que via nas fotos. Uns recordavam e reconstruiam a história e outros construíam.
A jovem Carina Capitine, presente na exposição, explica que as fotos trazem uma perspectiva do que era Moçambique no tempo da guerra libertação. Mostram que houve pessoas que deram a vida pela nossa independência. “Não acompanhei o processo de independência, pois, nasci no tempo de término da guerra civil mas destas fotos consigo perceber o que aconteceu”.
O Passeio pela história
Mesmo a quem não é nativo, os retractos expostos no CCBM contam o Moçambique de ontem que deu origem ao de hoje. Sara Dibello é italiana e pouco sabe, ou melhor, sabia da história do país, mas o passeio pelas dezenas de obras contextualizaram-na.
“A mostra é uma oportunidade para os jovens e estrangeiros poderem aprender um pouco da história de Moçambique”, explica.
A exposição serve de arquivo aos mais jovens que não tiveram a oportunidade de viver esses momentos., “As 50 fotos são uma parte das inúmeras que podem ser encontradas no Arquivo Histórico”, disse o Director do Arquivo Histórico Joel das Neves.
Depois da Independência, Moçambique precisava reerguer-se, alimentar, vestir e educar o seu povo. Tinha de recorrer às Relações Internacionais e o Brasil é um dos países que mantém laços com o País. Segundo Secretario Geral da Frelimo, Eliseu Machava, a exposição no CCBM “é um símbolo, uma recordação do passado importante de Moçambique e das históricas relações internacionais”.

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