“Papel em branco, mas está cheio de poesia ”-Madu Costa

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9954_001Papel em branco”, esse e o tema do sarau cultural que decorreu no Centro Cultural Brasil-Moçambique, numa das noites de quinta-feira. O evento foi organizado pelo Movimento Cultural Kupaluxa e contou com a participação exclusiva da poetisa e cantora Brasileira, Madu Costa.


Texto: Pretílerio Matsinhe

Antes da festa da poesia começar, notava-se a tranquilidade nos olhos dos poetas que, na sua maioria são do movimento responsável pelo evento. Nelson Lineu, o secretário do kupaluxa, anuncia o começo da festa, “vai subir ao palco o jovem poeta Herminio”.

Com um sorriso no rosto, o jovem se fez ao palco daquela casa da cultura para abrilhantar o público que la se fez presente com sua “pureza”. Afinal, o papel deixava de ser branco.

Depois foi a vez do poeta Cossa, que, o secretario daquele movimento tratou de o chamar de “mestre”, claro, não e para menos. O jovem mostrou que e eloquente na poesia, encantando o publico com o seu poema de amor e ódio. Estava visto que, “o ódio pode não rimar com ódio, mas o amor sempre rima com o amor”, e a alegria estava garantida. Seguiu se a vez do Luís e de tantos outros que garantiram a festa naquela noite de poesia.

 

Mas afinal, porque papel em branco?

2Madu Costa tratou de esclarecer, naquela casa da cultura, que “papel em branco e uma provocação, e este tem de ser pintado com muita descrição, com o uso da ironia”.

Com samba no pé, saudade da juventude e um sorriso estampado no rosto, ela tratou de explicar que “o papel esta em branco, mas se olhar para ele vai ver que esta cheio de poesia, e que acaba sendo uma metáfora”.

Muito crítica e cheia de ironias, a poetisa e cantora brasileira não e muito ousada, mas ensinou que a poesia “e a possibilidade de imprimir na vida o que se encontra de valor. Um papel em branco e a possibilidade maior, afinal de contas a tirania e o controlo pelo poder político podem também ficar la”, ironizou.

Oriunda do sul de América (Pode ser América Latina), Madu confessa que participar nesse evento “e o melhor possível. Vejo aqui uma esperança transformada em energia poética. Acredito que mobiliza todo mundo de uma tal maneira. Faz perceber que Moçambique vai crescer rapidamente, porque quando a juventude esta engajada nessa arte, sobre tudo a poesia, ai pode-se esperar uma revolução de ideias”, sorriu…

Encantada com Moçambique, a Madu promete regressar em Novembro do ano em curso.

Mas não poderia ser o contrário com o jovem Luís. Com sua guitarra na mão, uma voz afinada, cantou e encantou o público que la se fez presente.

Integrante do kupaluxa, o cantor reafirma: “ é Papel em branco porque através do que se falou, nós vamos rabiscando o papel, e nele pode sair poesia, uma música. Então, papel em branco e mesmo para praticar, para pinta la de ideias positivas”.

Tão esperançoso, o jovem cantor defende que o objectivo traçado pelo movimento está a ser alcançado, já que o “organismo promove música, poesia leitura e claro, a casa como pode ver esta cheia”, risos.

Já Nelson Lineu não conseguiu esconder a satisfação. “Organizar um evento com a Madu, foi a melhor coisa. Enfim, o objectivo da associação está a ser alcançado”, realçou.

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