SAMITO EM CONCERTO NO FRANCO

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“Açúcar Castanho é de Moçambique para o mundo”- Samito Tembe

thumbs_web_sapo_ioCAPZNYTBO Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) abriu as portas, dia 4 de Setembro, para receber o jovem cantor Samito Tembe juntamente com a sua banda musical. Com intuito de buscar a música e dança tradicional moçambicana com marcas da música experimental contemporânea, a banda trouxe ao público o “açúcar castanho experiment”.


thumbs_web_sapo_ioCAPZNYTBO espectáculo estava agendado para as 19 horas, sendo que na percussão estaria Samito Tembe, no teclado Nicolau Cauaneque, guitarra baixo com Sérgio Djidji, no saxofone Timóteo Cuche.

Momentos antes do concerto

 O momento antes do início do concerto foi marcado por muita ansiedade e expectativa por parte dos artistas.

 Aguardando pelo arranque do espectáculo, o jovem tecladista Nicolau não conseguiu esconder a enorme expectativa pela recepção do novo trabalho do grupo pelo público. Alias, naquele momento o artista tratou de aguçar a curiosidade do público ao sublinhar que “Moçambique irá produzir o açúcar castanho, que são ideias moçambicanas para o mundo”.

Com seu toque mágico ao teclado, um sorriso estampado no rosto, o jovem explicou que a vontade do grupo é de “procurar transmitir a vontade de experimentar o de ontem e o de hoje”.

“Esperamos que as pessoas recebam a nova maneira de estar. É um novo projecto de música de fusão”, acrescentou Nicolau, quando faltavam poucos minutos para o arranque do concerto. Sobre a expectativa, Nicolau resumiu: “é um sentimento meio arrepiante”.

Enquanto isso, o mais esperado da noite concentrava-se no seu canto. Samito Tembe, o percussionista da banda, aguardava com enorme “ expectativa” o início do concerto, e sublinhou: “esperamos que o público acolha esse novo projecto”.

Com um olhar atento e esperançoso sobre o concerto, o cantor tratou de esclarecer que “é uma honra cantar para o público moçambicano, trarei ao palco a minha experiencia de mais de 15 anos de carreira”, rematou.

Samito explicou que afinal,” Açúcar Castanho é um projecto novo e pretende trazer aquilo que é a raiz da música moçambicana. É um açúcar castanho de Moçambique para Moçambique e para o mundo. É uma mistura de jazz, marrabenta e outros ritmos moçambicanos”.

O músico apelou, minutos antes do arranque do show, que “vale lembrar aquilo que é a música tradicional moçambicana”.

Momentos do concerto

A actuação da banda foi marcada por momentos de muita euforia por parte do público que lá se fez presente. Num ambiente de muita concentração e ansiedade por parte dos espectadores, Samito sobe ao palco para cantar e levar o público ao delírio com sua canção “Mamã”.

Num palco repleto de muita luz, Samito apresenta e convida os outros integrantes da banda para se fazerem ao palco daquela casa de cultura.

Em seguida a banda brindou ao público um tema intitulado “Nigweli’, para convidar a todos a reflectirem sobre o amor. Com um toque mágico na guitarra baixo, um sopro de saxofone que encanta os ouvidos, com uma voz afinada que leva o público ao delírio, a banta tocou e encantou a multidão que lá se fez presente com a sua canção “Ha Ngoma Leyi Ya Hina” (essa canção e nossa).

O público que lá se fez presente não desperdiçou a ocasião para elogiar o trabalho feito por esse grupo musical. Felizardo Laquimo que assistiu ao concerto disse que o açúcar castanho “está muito bom, portanto é duas vezes castanho”.

“ Para mim o momento mais alto do concerto foi quando cantaram “A Lirhandzu”, e deixa um recado para os que não se fizeram presente: “ perderam”.

Foi com “Gongondza” que encerraram o evento. O percussionista Samito Tembe, depois do concerto, afirmou sentir se bem e que espera que o “público tenha-se divertido”, e sobre tudo, “que tenham gostado”.

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