Simba e Milton Gulli lançam THE HEROES

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Simba e Milton Gulli lançam THE HEROES

Foto: Mauro VombeO Franco baixou as cortinas, no dia 18 de Abril, para o lançamento em Moçambique do álbum The Heroes, de Simba e Milton Gulli. The Heroes é um tributo a Tribe Called Quest, banda americana de grande sucesso entre as décadas 1980 e 1990, que desfez-se em 1996 deixando milhares de fãs no mundo a deriva.

 


 

Foto: Mauro Vonbe
Foto: Mauro Vombe
Simba e Gulli em concerto

A banda foi uma influência significativa para os raper Simba e o guitarrista Milton Gulli. “A Tribe Called Quest foi um agrupamento que nos influenciou e fez de nós o que somos. Eles foram uma das nossas primeiras influências. A banda inovadora, já nos anos 1980, 1990 fazia a mistura de hip-hop com sons jazz“, declara Simba.
Milton explica que “a escolha deste agrupamento para o tributo foi fruto das influências que eu e Simba tivemos nos anos 1980-1990.
Simba acrescenta que o “tributo é também uma forma de unir este agrupamento”. Para este músico um tributo é algo que não pode ser imposto, deve ser espontâneo e sem outros fins. “Fizemos o tributo pois a banda nos identifica. Se estivéssemos a procura de estrelismo talvez teríamos feito uma homenagem a Jay Z”.
O projecto foi lançado em Setembro do ano passado na Europa e em Moçambique no dia 18 de Abril de 2014 em concerto no Franco,” Esclareceu Gulli.
Concerto dos heróis
Para além de música, o espectáculo trouxe poesia. Para anunciarem a entrada de Simba ao palco, a poetisa, Marina, declamando em inglês, fez uma discrição dos dois artistas, Milton e Simba, e do álbum.
Para ajudar a invocar a entrada deste rapper, entrou em palco a cantora/poetisa, Thobile, do agrupamento Spirits Indigenous, declamando em uma siswati, língua originária da Swazilandia.
Thobile, dirigida por uma inspiração que até agora desconhecemos a origem, declamou com energia, preencheu o palco com gestos, dança. Simba nada mais podia fazer, se não entrar no palco.
No concerto reparamos um Simba mais energético, para além do trabalho vocal, preocupado com a performance em palco (movimentos, gestos, dança).
Polivalente, Simba explorou o Inglês, «idioma que tem usado habitualmente em suas músicas», português e changana (língua falada na zona sul de Moçambique). Em algumas músicas Simba cantou totalmente em português, como é o caso das músicas Bonita Applebum, e Kick It (Chuta).
A poesia desfilou também naquela noite de Sexta-feira por intermédio da poetisa Tina Mucavel. Num dueto com Simba, Mucavel dedicou seu poema a beleza e exuberância da mulher moçambicana.
Milton e Simba não convidaram apenas poetisas para lhes acompanhar. A cantora, Yolanda da Banda Kakana, nesta noite foi desafiada a explorar ritmos por si pouco explorados.
Foi um desafio subir ao palco com o Simba. Actuar com estes artistas foi uma experiência diferente, nem acredito no que fiz em palco. Simba e Milton Gulli têm uma forma de se apresentar diferente. Sua música tem qualidade. Não foi difícil preparar o espectáculo, o único obstáculo residiu na falta de tempo ”, contou Yolanda, minutos depois do espectáculo.
A surpresa da noite foi a participação do rapper S Gee, do duo, Xitiku Ni Mbaula, numa música que traz como temática a religião. “O show foi emocionante. Cantamos uma música ligada a religião e coincidiu com a data do espectáculo, sexta-feira santa. Não pode ir a igreja hoje, pela correria do dia, mas o espectáculo foi uma forma de louvar o senhor”, disse S Gee momentos depois do espectáculo.
Milton Gulli, uma das estrelas daquela noite, ao lado de Simba, tocou com uma banda composta pelo baixista Hélder Gonzaga, o percussionista Samito, e do baterista Cremildo Chitará. “O concerto com a banda não foi difícil, visto que o álbum é orgânico, foi tocado o que facilitou o trabalho “ esclareceu Gulli.
Simba foi acompanhado pelo coral Chikente. Uma das integrantes do coral contou que “o concerto foi emocionante do primeiro ao último minuto. Milton e Simba são nota 10. Com eles percebi que o Rap pode-se misturar com bossa nova, jazz e outros ritmos
No dia do espectáculo a maioria das cadeiras estava preenchida, o público respondia a actuação de Simba e Milton com aplausos. Da plateia, Hamilton Mandlaze apelidou o espectáculo como “melhor show hip-hop do ano. Simba é um rapper mais que completo. Hoje escutei hip-hop em mistura com sons que nunca pensei que poderia se misturar, Bossa nova, jazz entre outros”.
Simba e Milton são unânimes em afirmar que o espectáculo ultrapassou suas espectativas. O espectáculo superou as minhas expectativas, a casa estava cheia.” Contou Simba. Milton acrescentou que “Foram duas semana de ensaio para o espectáculo. Foi uma experiência única, esta foi a primeira vez que eu e Simba apresentamo-nos juntos em palco”.
Plano para o futuro
Os músicos convidados acreditam que esta parceira tem futuro. Na opinião de Yolanda o projecto “vai muito longe, o estilo arrasta muita malta jovem e eles introduzem musicalidade ao Hip-Hop. Para S Gee “ a parceira Simba e Milton Gulli tem tudo para dar certo”.
Milton Gulli e Simba juntaram-se para este projecto e não estão muito preocupados com o futuro. “Por enquanto estamos a expandir esse projecto, veremos no futuro o que acontece“, esclareceu Gulli.
Agora estamos a trabalhar na promoção do álbum” foi bom trabalhar com Gulli. Não sei o que o futuro nos reserva. Agora estamos a curtir o álbum“, conclui Simba.

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