“O Apetrechar do Tempo” de Gonçalo Mabunda em Lisboa 

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Está patente, até 28 de Fevereiro, na sede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em Lisboa, Portugal, a exposição “O Apetrechar do Tempo”, do artista plástico moçambicano Gonçalo Mabunda e do português Francisco Vidal.

A mostra é uma oportunidade única para o público poder usufruir da colaboração entre estes dois artistas estabelecidos e reconhecidos internacionalmente no mundo da arte contemporânea.

A exposição pode ser visitada, gratuitamente, nos dias úteis, das 9h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30, na sede do Camões, localizada na Avenida da Liberdade, 270, em Lisboa. 

A exposição foi organizada pelo Camões, I.P., com coordenação de João Pignatelli, Cristina Caetano e  Vera Sousa, e produção do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

A cerimónia de inauguração, que teve lugar no dia 7 de Janeiro, contou com a presença de diplomatas portugueses, tais os casos do Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Francisco André, do Embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, e do Conselho Diretivo do Camões, I.P., entre outros convidados.

Francisco Vidal detalhou que as obras são resultado da amizade que brotou entre os dois artistas durante uma viagem a Hong Kong. Gonçalo Mabunda indica que a mostra exigiu muito dos dois artistas, que nem sempre partilham as mesmas opiniões.  

“Eu e Vidal temos ideias diferentes apesar da amizade, ainda discordamos um com o outro. Mas, no fim de tudo, o resultado deu positivo”, referiu à imprensa.

Gonçalo Mabunda nasceu em Maputo, 1975, onde vive e trabalha. O seu trabalho inspira-se na memória coletiva do seu país, Moçambique. Trabalha com armas recuperadas do final do conflito de dezasseis anos que dividiu a região pela guerra civil. Na sua escultura dá formas antropomórficas a materiais metálicos e objetos bélicos. Embora se possa dizer que as máscaras se baseiam na história local da arte tradicional africana, o trabalho de Mabunda assume um toque modernista impressionante, semelhante às imagens de Braque e Picasso. Mabunda é também conhecido pelos seus tronos. Segundo o artista, os tronos funcionam como atributos de poder, símbolos tribais e peças tradicionais da arte étnica africana.

Francisco Vidal nasceu em Lisboa, Portugal, em 1978. Vive e trabalha entre Luanda e Lisboa. É reconhecido pelas suas pinturas e desenhos sobre papel e tela produzidos manualmente, muitas vezes assemblados por forma a criar instalações de grande escala. Conjuga de forma singular várias influências estéticas, incluindo o cubismo, os têxteis africanos e a cultura hip-hop dos anos 80, bem como graffiti contemporâneo e a street art. A História colonial e as suas consequências são profundamente questionadas no seu trabalho, com uma forte ênfase no impacto das práticas laborais, nos conflitos e na violência.

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