Anésio Manhiça expõe “As Vidas do Saco Plástico” em Paris 

0
67

Três fotografias da colecção “As vidas do Saco Plástico”, de Anésio Manhiça, serão expostas em Paris, no Museu do Louvre, nos dias 21, 22 e 23 do mês corrente. As obras vão à Paris, onde serão exibidas na esteira du Carrousel du Louvre, uma exposição multidisciplinar e coletiva.

Na mostra – que esteve aberta na Galeria do Museu do Mar – o fotógrafo moçambicano decreve o percurso do saco plástico, desde a aquisição, uso, descarte e reciclagem, a evidenciar o quão este material é nocivo para o meio ambiente, da mesma forma que chama a atenção a mudança de comportamento em relação à gestão de resíduos sólidos.

As obras a serem expostas em Paris foram selecionadas de um total de 12 que compuseram “As Viagens do Saco Plástico”. São elas “Likoroxo do puto”, que ilustra a produção de Xingufos, Likoroxo ou Matsakala como uma maneira de reciclar os sacos plásticos. Trata-se de bolas feitas de restos de pano, plástico e cordas, usadas como uma bola alternativa de futebol. “Acácias molhadas”, uma imagem captada no Sommershield, um bairro nobre da cidade de Maputo, revelando que o descarte de plástico de forma arbitrária não só acontece de sacos plásticos não só acontece nas periféricas. Por fim, a obra “sobrenatural”, uma abstração que permite navegar na diversidade da natureza sobre o  reflexo da textura do saco plástico preto. 
A exposição é organizada pela Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture e reunirá artistas provenientes do Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Japão Marrocos e Moçambique. 
A seguir a exposição, o fotoetnográficoparticipará de uma conversa pública organizada pela Associação de Moçambicanos e Amigos de Moçambique na França. 

Anésio Manhiça, Moçambicano de 30 anos é Mestre em sócio-antropologia pela Universidade Paris 8, França e pesquisador na Kaleidoscopio – Pesquisa em Políticas Públicas e Cultura.

Destacou-se como fotógrafo em 2021, tendo sido consagrado vencedor num concurso organizado pela Associação Cultural Kulungwana e foi o terceiro colocado no concurso de fotografia organizado pela UN-Habitat em parceria com o Conselho Municipal da Cidade da Beira.
As suas fotografias concentram-se em artefactos e objectos para revelar a interação dos Homens com o meio ambiente e as transformações que estas relações condicionam.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here