“O Brilho do Meu Bairro” quebra os estereótipos sobre a periferia

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O jardim do CCMA esteve abarrotado de gente de distintas idades e raças, que vibrava e aplaudia ao espetáculo protagonizado pelas crianças da Hodi Swing Júnior.
Em palco, os artistas de palmo e meio, representaram as diversas manifestações artísticas desde o teatro, dança, poesia e a música, mostrando que a idade não dita o potencial.

“As crianças surpreenderam até a nós que pensamos na ideia, foram mais ousadas e exploram o seu outro lado que nós, como líderes, não conhecíamos”, narra Elias Manhiça, Presidente da Hodi Swing Júnior.

Ao som da banda, através das danças tradicionais de vários cantos do país, bem como canções em língua local, os menores exaltaram a cultura moçambicana.

Para além de expor os seus talentos, quebraram os estereótipos que as pessoas têm sobre os bairros periféricos. E gritavam, de corpo e alma, os nomes de seus bairros, em suas actuações, e questionavam, igualmente, ao público: “Querem mais o quê?” como forma de dizer que são prova suficiente de que, nos bairros periféricos, há além daquilo que se pensa.

“As pessoas quando pensam em alguns bairros já vêem coisas más, mas não é só isso. Este espectáculo quer mostrar o lado bom dos bairros”, explica Elias Manhiça, acrescentando que as grandes figuras de Moçambique são provenientes dos bairros periféricos.

“A Educação é a base do desenvolvimento”, frase dita, com frequência, pelas crianças, em vários momentos do espectáculo, que ia de encontro aos seus direitos e deveres. Mas não foi só isso, os menores também usaram do espaço para conscientizar sobre a preservação do meio ambiente.

Esta segunda edição do espectáculo “Hodi Swing Júnior” contou com a participação de 28 crianças, dos bairros Polana Caniço B, Maxaquene e Ferroviário, com idades compreendidas entre os 6 anos aos 22 anos.

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