“A união faz a arte” – Rufus Maculuve

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O Presidente da Federação Moçambicana das Indústrias Culturais e Criativas (FEMIC), Rufus Maculuve, sugere o engajamento de todos os agentes envolvidos na produção, distribuição e venda dos produtos culturais como forma de superar os desafios que enfermam a indústria criativa moçambicana.

Maculuve pretende, com isso, chamar a atenção para que não se pense apenas no artista como a razão de ser da indústria cultural, mas também em todo o sistema que o envolve.

“É muito redutor olhar para economia criativa a partir do artista”, defende Rufus, a destacar que o fazedor é apenas um dos pilares nos quais a economia criativa se assenta, mas não o único, pelo que é necessário estabelecer ligações com outros intervenientes da cadeia de valor.

O artista, claro, continua Maculuve, é a principal força para a dinamização da economia criativa. “Acredito que em Moçambique já temos bons artistas, e bons níveis de criatividade mas o que falta é trazer os outros elementos como a media, educação, o agenciamento, entre outros”.

Apesar de a arte ser um espaço dinâmico e multidisciplinar, o que cria grandes diferenças no ser e estar dos seus fazedores, existem desafios que afectam os artistas de forma global.

Conforme Rufus Maculuve, no contexto moçambicano, o não enquadramento dos dispositivos legais à realidade material vivida pelos artistas e a falta de financiamento são os principais entraves da indústria criativa.

Assim, propõe o debate profundo sobre a criação de estratégias para obter recursos para que os artistas possam produzir, vender e viver da sua arte.

“Faltam-nos oportunidades para obter financiamento. As que existem, também, são poucas e os recursos são magros”, afirma.

No entender do Presidente da FEMICC é este isolamento dos intervenientes na economia criativa que, muitas vezes, provoca dificuldades para obter financiamento.

“O trabalho do artista é criar, para depois os outros envolvidos nesta cadeia de valor se encarregaram pelo resto. Fazer contratos, bem como gerir e mobilizar recurso”, defende.

Entretanto, Rufus Maculuve observa que a indústria criativa moçambicana é uma realidade, apesar de deficitária.

“Existe emprego, o problema é a não formalização. Temos técnicos de luz, músicos, técnicos de luz, managers, jornalistas e grandes empresas, outras cotadas na bolsa, ligadas a este sector. O que falta é a estruturação”, avançou

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