Mostra de Cinema discute obras de Sara Carneiro e Lurdes Pires

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Passagens do filme Criança Roubada, de Lurdes Pires

Estreitar laços entre os agentes da sétima arte dos países que falam português é um dos objectivos da segunda edição da iniciativa Mostra de “Cinema Contemporâneo em Língua Portuguesa”, que junta amanhã, às 18 horas, as cineasta portuguesa radicada em Moçambique, Sara Carneiro, e a realizadora e produtora  timorense Lurdes Pires.

Realizado pela organização brasileira Afroeducação, em parceria com a Fundação Fernando Leite Couto, o evento é transmitido no YouTube destas duas entidades. 

O debate tem a curadoria da fundadora da Afroeducação, Paola Brandini. A conversa, a ser moderada pelo jornalista e coordenador da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, Hélio Nguane, gira em torno das curtas-metragens “Capítulo Um: A Chegada” e “Capítulo Dois: Dominação”, de Sara Carneiro, e o documentário “A criança roubada”, realizado por  Lurdes Pires.

“Capítulo Um: A Chegada”, Sara Carneiro é uma reflexão sobre a história. Uma tentativa de compreender o desenrolar de eventos que criou momentum para que a história fosse moldada. A importância de revisitar o passado, como se pudéssemos mudá-lo, e reescrever a narrativa dos “heróis” e “conquistas” que marcaram uma época.

Por sua vez, “Capítulo Dois: Dominação” é uma continuação da reflexão sobre a História colonial Portuguesa. Este segundo filme pretende expôr o processo de dominação durante a expansão europeia. 

A iniciativa também vai exibir o filme “A Criança roubada”, que acompanha o drama de ‘José’ Abdul Rahman. Em 1978, aos oito anos, o menino estava escondido no Monte Matebian quando um avião jogou uma bomba, matando 22 pessoas da sua família. O garoto conseguiu se salvar fugindo para as montanhas onde começou a seguir um batalhão indonésio. O filme mostra a relação entre José e a sua família timorense. Será que as tensões da guerra com a Indonésia vão afetar esse vínculo? Será que os povos muçulmanos e católicos conseguem se aceitar? A reunião será um verdadeiro teste para avaliar se as duas nações podem se reconciliar e perdoar mutuamente. 

Segundo o comunicado de imprensa emitido pela organização, durante a presente edição da Mostra serão, ainda, realizadas mais quatro sessões – entre novembro de 2021 e março de 2022 – em que serão debatidos filmes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

O documento também aponta que a mostra “Cinema Contemporâneo em Língua Portuguesa” quer discutir em torno (r)existência das obras e das realidades apresentadas no cinema da CPLP, como forma de estreitar laços entre os agentes da sétima arte.

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