Idio Chichava dirige residência artística em Portugal

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Idio Chichava

O coreógrafo moçambicano Idio Chichava dirige na última semana do próximo mês, na cidade de Lagos, na região de Algarve, em Portugal, a residência artística de improvisação intitulada “Mundo Feliz”.

O foco principal desta Residência Artística será compartilhar com os participantes um processo de criação artística através da improvisação e treino intensivo para questionar os limites da fisicalidade dentro de um determinado estado emocional.

Idio Chichava, em entrevista ao “Mbenga”, detalhou que a “residência” funcionará como uma forma de dançar alegrias, de activar estados emocionais felizes, questionando, definitivamente, a fonte de movimento no interior de cada participante.

O coreógrafo disse ainda que está expectante em receber os participantes da residência. Acrescentou igualmente que a sua carga motivacional está em alta por conta do prémio que venceu, no dia 25 do corrente mês, no Le Grand Bivouac – Festival de Documentários e Livros, na Cidade de AlbertVille, em Franca. A distinção foi atribuída aos filmes por si protagonizados, nomeadamente, “Último berro” e “Começa a ficar tarde”, ambos realizados por Ivan Barros.

Este galardão, assume, reforça um dos seus objectivos, que é mostrar ao mundo o olhar do corpo no espaço público. As películas convidam o público a visitar Maputo e seus espaços atípicos, sua multicultura, sua mistura, criando um cartão-de-visita artístico e coreográfico.

“Conseguimos mostrar que, através da arte, podemos emancipar Moçambique”, reagiu Ídio Chichava, momentos depois da distinção, domingo à tarde, a partir de França.

O coreografo indicou ainda que o Le Grand Bivouac – Festival de Documentários e Livros, que existe há 19 anos, está a desenvolver uma abordagem original para o seu público no mundo dos festivais, combinando, estreitamente, uma compreensão das questões contemporâneas de natureza ambiental, cultural, social e o incentivo à viagem.

Os dois artistas, Ídio Chichava e Ivan Barros, quando fizeram os dois filmes não tinham grandes expectativas. Sua grande intenção era contar histórias, motivados pela vontade de partilhar as coisas do quotidiano do nosso Moçambique.

“Último Berro” é um filme que retrata os desafios que um corpo vive numa época de COVID-19 e a incapacidade de acção ao ver o que acontece com a população que sofre com o terrorismo.

Por sua vez, “Já Começa a ficar tarde” alerta para o facto do consumismo, destacando o erro de se levar ao lixo bens e alimentos que para outras pessoas ainda podem ter utilidade. Em resumo, a película destaca que começa a ficar tarde para mudarmos os hábitos e evitar que o planeta sofra as consequências.

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