Análises críticas do livro “O Indiozinho que se apagava” de Remisson Aniceto

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Remisson Aniceto
Remisson Aniceto

𝐎 𝐈𝐍𝐃𝐈𝐎𝐙𝐈𝐍𝐇𝐎 𝐐𝐔𝐄 𝐒𝐄 𝐀𝐏𝐀𝐆𝐀𝐕𝐀, de Remisson Aniceto (Editora Coralina, 2019)

O livro, que inaugura o selo Coralina Jovem, conta a história de Saíra, um frágil indiozinho adotado por uma família da cidade grande, mas negligenciado pelos novos familiares. Um belo dia, depois de tanto sofrer, decide procurar suas origens. Durante a fuga, descobre uma enorme árvore que o leva para outro mundo e uma seiva mágica que tem o poder de deixá-lo invisível. Basta esfregá-la em seu corpo para que ele desapareça.
“Era bem tarde, passava do meio-dia, quando viu uma árvore enorme, imponente, que se destacava por entre todas as outras, com a sua bela copa sobressaindo no céu. Saíra ficou fascinado com aquela majestosa árvore e resolveu escalar seu tronco através dos grossos cipós que o rodeavam. Lá de cima, talvez, conseguisse ver a aldeia dos guaranis.”
https://www.editoracoralina.com.br/…/o-indiozinho-que…/

𝐎 𝐈𝐍𝐃𝐈𝐎𝐙𝐈𝐍𝐇𝐎 𝐐𝐔𝐄 𝐒𝐄 𝐀𝐏𝐀𝐆𝐀𝐕𝐀 é o 14º título da Editora Coralina e, segundo a coordenadora pedagógica e educacional e especialista em metodologias ativas Celia Armani, trata-se de uma “ótima escolha para escolas que desejam trabalhar valores”.


Monique Luz (Professora da Rede Municipal de Educação de São Paulo)

A proteção que a floresta traz para Saíra através da seiva de uma árvore. A alegria de acolher aquele que é incompleto sem o seu grupo e que dele é peça fundamental. O indiozinho que se apagava é uma história que nos faz refletir sobre a relação que temos com a nossa própria natureza e as nossas origens e faz lembrar-me da citação de Clarisa Pinkola Estés, que descreve o que senti ao me deparar com esse enredo: “Às vezes uma palavra, uma frase, um poema ou uma história soa tão bem, soa tão perfeito que faz com que nos lembremos, pelo menos por um instante, da substância da qual somos feitas e do lugar que é o nosso verdadeiro lar.
E sabemos que livro bom é aquele que provoca a discussão, promove o debate e aflora o positivismo, o incentivo e o desejo de agir e transformar a sociedade para melhor. Procurando mostrar — sem demagogia e sem forçar a barra, que o único caminho para o bom convívio social é aquele onde o respeito, a amizade, o amor, a solidariedade, o entendimento e a aceitação caminham juntos. E estas questões são tratadas de forma muito claras no livro “O indiozinho que se apagava”, de Remisson Aniceto. Estávamos, todos nós: professores, alunos, pais e mães, a sociedade como um todo, carentes de um livro deste porte. E sabemos que livro bom é aquele que provoca a discussão, promove o debate e aflora o positivismo, o incentivo e o desejo de agir e transformar a sociedade para melhor. Procurando mostrar — sem demagogia e sem forçar a barra, que o único caminho para o bom convívio social é aquele onde o respeito, a amizade, o amor, a solidariedade, o entendimento e a aceitação caminham juntos. E estas questões são tratadas de forma muito claras no livro “O indiozinho que se apagava”, de Remisson Aniceto. Estávamos, todos nós: professores, alunos, pais e mães, a sociedade como um todo, carentes de um livro deste porte.

Parabéns ao autor Remisson Aniceto por esta obra tão sensível e singular!


Sonia Maria Lima Teixeira (professora aposentada da Rede Municipal de Ensino de Nova Era, MG)

Quem nunca teve vontade de desaparecer, de sumir alguma vez na vida? Pois foi literalmente dessa forma que “Saíra”, o personagem principal do livro “O indiozinho que se apagava” conseguiu resolver seus problemas e encontrar o seu mundo. Misturando fantasia e realidade, Remisson Aniceto Aniceto, em seu primeiro livro infanto-juvenil, conseguiu, de forma perspicaz, envolver uma pluralidade de temas do cotidiano contemporâneo e de diversidade cultural em uma história cativante, desde as suas primeiras linhas. Vale a pena conferir.


. Cesar Augusto de Carvalho (sociólogo e historiador, poeta e escritor)

Às vezes matuto se o artista tem consciência de suas escolhas para produzir sua obra. Essa questão, que nunca será respondida, voltou-me à mente ao ler “O indiozinho que se apagava”, de Remisson Aniceto. A começar pelas ilustrações, quase negras, prestes a fazer desaparecer tudo, até os caracteres. Aí você começa a ler a história e se surpreende com a quantidade de elementos simbólicos que se escondem na trama do indiozinho que, adotado e maltratado pela família branca, foge, não à procura do pai falecido num acidente, mas em busca de sua família, de suas origens. Saíra, o indiozinho, refaz a mesma jornada arquetípica de todos nós, a busca por nós mesmos. Não bastasse a força da narrativa, as ilustrações do livro ganham luz à medida que a história se desenvolve. O negro quase desaparece e o branco integra-se, carne e osso, à narrativa textual. Daí a minha pergunta: Será que o autor tem consciência de suas escolhas simbólicas? Da força que elas têm e que ganham na construção do enredo? Mas, isso tem importância?


. Rita Helena Lima (professora de Nova Era – MG)

Fragilidade e força, luz e sombra, sumir e reaparecer… estratégias utilizadas para enredar o leitor, criar expectativas e conquistar o seu interesse. Assim é a narrativa cativante do indiozinho que, aparentemente frágil, descobre mágica alternativa para mudar o rumo de sua história. Você se encantará com a história deste indiozinho criado pelo novaerense Remisson Aniceto.


. Celia Armani (coordenadora pedagógica e educacional e especialista em metodologias ativas)

História envolvente e maravilhosa. É impossível não se identificar com o indiozinho que queria saber e amar quem é. A temática é atual, envolvendo identidade, diversidade cultural, empatia, cuidado e família. Remisson Aniceto continua nos surpreendendo com sua sensibilidade e criatividade. Ótima escolha para escolas que desejam trabalhar valores.


. Rubens Jardim (jornalista e poeta)

Remisson Aniceto coloca seu indiozinho Saíra em uma história instigante e envolvente… Adotado depois da morte do pai, o indiozinho não se deu bem nas mãos de uma família branca. Mas acabou fugindo, reencontrando a floresta e aquele universo mágico de sua primeira infância. Assim como Aladim encontrou a lâmpada maravilhosa, Saíra descobriu uma seiva leitosa e mágica a escorrer de uma árvore. E é ela que propicia sua libertação, sua volta às origens. Gostei muito desse livro de estreia do Remisson no gênero infantojuvenil – e recomendo. Destaco ainda o bom trabalho das ilustrações e da edição”.

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Remisson Aniceto é poeta, contista e cronista brasileiro nascido em 1962, em Nova Era (MG), vizinha da Itabira de Carlos Drummond de Andrade. Quando Remisson pensou que podia conhecê-lo, o poeta mandou avisar que “tinha uma pedra no meio do caminho”. Escrevendo desde criança, com seus textos publicados em diversas coletâneas, revistas de educação, jornais e blogs, é autor também de Leva-me Contigo, a Senhora S & Outras Histórias (Editora Penalux – 2016) e Para uma Nova Era – Poesia & Prosa (Editora Patuá, 2019).

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