Adelino Branquinho encarna Diogo Santiago

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O decano do teatro Adelino Branquinho fará uma leitura encenada de O MAPEADOR DE AUSÊNCIAS, novo romance do escritor Mia Couto, no dia 25, quarta-feira, às 16.00 horas, na Fundação Fernando Leite Couto (FFLC).

Na sessão, o actor irá emprestar a sua interpretação do poeta Diogo Santiago, protagonista do enredo viaja para a cidade da Beira a procura de uma reconciliação com o seu passado, a infância e as memórias que carrega do pai.

Esta actividade, que contará ainda com o autor da obra, que na sequência da performance irá assinar autógrafos, está integrada na Feira LER É UMA FESTA, que anualmente reúne escritores, leitores, críticos e outros intervenientes do circuito do livro.

Com efeito, no dia 27, no mesmo contexto, às 18.00 horas, a FFLC acolhe um tributo póstumo ao poeta, prosador e declamador Bahassan Adamodjy (1960 – 2011), cuja epigrafe é o verso «pilhado» do livro Mussodjy: «Um País Inteiro à Espera do Seu Rir de Contentamento».

O evento pretende ser mesclar a declamação de poesia com Rafael da Câmara e uma conversa informal, na qual Simeão Cachamba irá falar sobre múltiplas facetas de Bahassan Adamodjy (1960 – 2011), o poeta, prosador e declamador. É, este sarau, um singelo e merecido tributo a um autor que não deve cair em esquecimento.

Sara Jona e Milton Machel trarão ao evento o Bahassan prosador, através dos seus testemunhos enquanto leitores do romance MILANDOS DE UM SONHO.

O tributo resulta dos esforços dos amigos que integraram a página DIÁLOGO no jornal DIÁRIO DE MOÇAMBIQUE, Simeão Cachamba, Edmundo Manhiça, Miguel César, Calane da Silva e o saudoso poeta António Pinto de Abreu (1956– 2017) que se juntam para coligir dispersos, editar, financiar e publicar o livro Mussody, a título póstumo.

A programação segue no dia 28, às 10.00 horas com o lançamento do livro «A Formiga Juju e o Rio dos Elefantes: Uma história para amar», de Cristiana Pereira, integrado na série «Formiga Juju», nascida no Índico.

O ilustrador Walter Zand levou a Juju para Xipamanine e deu cor e forma à alegre formiguinha de duas tranças que adora comer papaia e dançar marrabenta. A primeira história foi publicada em 2012 e deu origem a um movimento de promoção da leitura e expressão criativa para que as crianças criem as suas próprias histórias.

Desde então, surgiram novos companheiros de aventuras, como o Sapo Karibu (2013), o Professor Moskito (2014) e a Borboleta Mwarusi (2018). Neste novo conto, um dia, a Juju ouve o velho Matuba, seuamigo elefante, a reclamar por não ter água para beber. Quando pergunta ao Rioo que se passa, percebe que a Floresta está triste por ser tão maltratada.

Então, Juju atravessa o oceano com a sua turma para pedir ajuda a Caetano Veloz, um «papagaio com muito boa voz». Com ele, os amigos irão aprender o que devem fazer para salvar a floresta.

LER É UMA FESTA arrancou no dia 16 de novembro prolonga-se até 16 do próximo mês com uma programação composta por sessões de conversa, lançamentos de livros, promoções e sessões de autógrafos.  

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