Milton Gulli estreia pensando o “Quotidiano”

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Ao acordar, a vida envolve-nos nas rotinas que de tão repetidas se parecem normais. Esse movimento (silencioso para a consciência, muitas vezes) provocou em Milton Gulli um desassossego que leva para o palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo, na próxima sexta-feira.

Intitulado “Quotidiano ao vivo”, o espetáculo é homônimo ao novo EP deste compositor, produtor, DJ, músico.
Ao ler-se a nota de descrição da apresentação, percebe-se que a proposta de Gulli é pensar nas particularidades que não obstante vivermos em ambientes e contextos diferentes, na essência, queremos todos o mesmo. Cada um a sua medida.
Lê-se, “o quotidiano é diferente para cada um de nós, mas ele acaba também por ser o nosso elo de união”.
No mesmo fio prossegue a descrição, todos nós levantamos da cama para enfrentar o dia, todos precisamos de comer, dormir, amar e ser amados, trabalhar, viver em sociedade, viver em família, viver em união.
“O Quotidiano é esse fio comum que nos une, ligado ao tempo, ao espaço e ao destino”, esclarece, finalizando “à poesia do dia-a-dia”.
Em palco, Milton Gulli será acompanhado por Texito Langa (bateria), Hélder Gonzaga (baixo), Nicolau Cauaneque (teclado), Jean Klein (guitarra), Regina dos Santos e Rita Couto (coros).
Durante 90 minutos de espectáculo o auditório será servido pelo repertório que compõe o “Quotidano” e alguns sucessos de outros tempos.

Rumo a este projecto, o músico já libertou dois temas: “Puto” e “Jogador”. São músicas que sob ponto de vista rítmico resultam da fusão do eletrônico e o acústico. Quanto aos assuntos, explora as desigualdades, explorando as realidades periféricas.

Jogador


Quotidiano é nome do novo EP de Milton Gulli, o primeiro trabalho a solo deste artista ligado a projectos lusófonos como Cool Hipnoise, Cacique´97, Simba & Milton Gulli, entre muitos outros. Conforme a nota que estamos a citar é um trabalho que possuiu uma sonoridade híbrida, dificilmente categorizável, resultado das influências de Milton Gulli e da sua longa experiência em projectos com diferentes estilos.

Puto
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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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