Paulina Chiziane é cantora, sabias?

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PAULINA Chiziane, conceituada escritora, que na literatura fez ouvir a “Balada de amor ao vento” e dançar “Niketche”, revela-se na música com o lançamento do álbum “Canto de Esperança”.

De forma inédita e repentina, como aliás habituou nas suas aparições, a escritora deu, literalmente, voz aos seus textos. É quando se esperava por mais uma obra sua, eis que a autora do célebre romance “O Sétimo Juramento” tira um disco, e não um livro – para o espanto de todos – a ser lançado no dia 22 deste mês.

Em conversa ontem com o “Notícias”, Paulina Chiziane disse que, de certa forma este álbum é uma continuação do livro “O Canto dos Escravos”.

Com textos em formato de poesia, a contadora de estórias – como se autodefine – desde sempre negou se tratar desse género, insistindo que eram para ser cantados.

“Depois da publicação, comecei um processo de seleccionar alguns textos e criar melodias”, contou, referindo que a ideia foi ficando na gaveta, até que no dia 5 de Janeiro de 2018, apareceu um grupo de jovens em sua casa, acompanhados pela sua neta.

Porque vinham da escola de música, emprestou-lhes a guitarra e pediu que cantassem algumas melodias que já tinha separado, e assim foi. O resultado é uma compilação de 12 faixas, que será conhecida no Auditório da Rádio Moçambique, em Maputo.

“Foi a brincar, de forma espontânea, que começou”, conta Paulina Chiziane, revelando que coube a aquela rapaziada que está entre 20 a 27 anos de idade fazer os arranjos, interpretação, instrumentação. “Eles fizeram tudo”, acrescentou a compositora.

A artista entende que as fronteiras das disciplinas e géneros artísticos é uma invenção dos Homens que a ela não interessa.

“A música nasce do texto, da composição”, observou. “O texto literário precisa de melodia”, referiu, argumentando que há complementaridade nestas formas de exteriorizar a alma, a interpretação do mundo.

É nesse sentido, inclusive, explicou Paulina Chiziane, que não houve preocupações com géneros musicais durante a produção de “Canto de Esperança”.

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