CELINA MACOME, POETISA Celina: Macome: da comunicação à poesia

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Por Flora Chirindza

Nutre uma paixão incalculável pela poesia. Desde criança, sente o aroma das letras a fluírem no seu subconsciente. Ao longo da sua vida, foi escrevendo alguns poemas, frutos, conforme confidenciou ao Mbenga, do seu dialogo constante com a literatura moçambicana e não só.

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Seu primeiro livro, “Embarque na escrita Poética” lançado em 2017, lhe abriu as portas para o mundo dos escritores, depois de seis anos de intenso trabalho. Passou por algumas formações, mas encontrou a sua essência na comunicação, quando ingressou na Escola Superior de Jornalismo, onde frequentou o curso de Publicidade e Marketing. Nascida na cidade de Maputo, frequentou antes a Escola Primário 25 de Setembro e Secundária Estrela Vermelha.

Inspirada nela mesma, explicou que o exercício da escrita lhe causa arrepio quando se vê em frente ao computador com a missão de redigir um poema. No entanto, a inspiração que busca no seu ser, a África, entre outras temáticas são as que mais lhe inspiram, frutos, claro, de uma imaginação, acompanhada de momentos de muita transpiração em bibliotecas.

Hoje, mais firme no que deseja para o seu futuro, diz que se tivesse oportunidade de escolha, voltaria a optar pela escrita. No entanto, mostra-se menos preocupada com a visão de seus leitores, embora tenha ficado satisfeita quando flagrou alguém lendo seus textos.

A entrevistada gosta também de declamar os seus poemas. Sonhadora e dedicada a escrita, Celina Macome tem vários livros em preparação e espera em breve ser uma voz sonante na literatura nacional. Acompanhe, nas próximas linhas, a entrevista com Celina Macome, a dona do “Embarque na Escrita Poética”, que afirma de pés juntos: “levo seis meses a preparar um livro”.

Mbenga: Quem é Celina Cheila Macome?

Celina Sheila Moisés Macome (C.M): Sou uma jovem divertida, poetisa, declamadora há seis anos. Mulher que gosta de viajar e si espira na imaginação para que seja uma realidade. Licenciada pela Escola Superior de Jornalismo(ESJ) no curso de Publicidade e Marketing.

M: Além de Publicidade e Marketing, seguiu outro curso?

C.M: Sim. Fiz mais dois cursos no Instituto de Línguas dos quais desiste, pois percebi que não era a área para qual estava vocacionada.

M: Foi uma criança apaixonada pelos livros. Quais foram as suas primeiras leituras?

C.M: As minhas primeiras leituras foram os livros de comunicação. Foi ali onde nasceu o espírito de ser poetisa.

M: Qual é o seu sonho de infância?

C.M: Ser jornalista. Comunicar sempre foi meu grande sonho quando pequena. M: Como e quando inicia a paixão pela literatura e, em particular, a poesia?

C.M: Jornalismo é que me fez começar a escrever livros. Falar da minha paixão pela literatura é falar de descobertas. Eu me descobri quando fiz o curso de Publicidade e Marketing na ESJ, onde com a leitura e a escrita minha paixão si vivenciou.

M: Entre tantos géneros literários que existem, porquê escolheu a poesia?

C.M: Escolhi a poesia porque está dentro de mim. Não podia ter outra escolha, pois a leitura e a escrita alimentavam os meus dias enquanto estudante de jornalismo, e a poesia é o melhor para mim.

M: Em quem se inspira para fazer a poesia?

C.M: Ao fazer a poesia me inspiro em mim mesma, procuro viajar, sonhar, falar da África e do amor. Isso me faz trazer ao mundo coisas diferentes.

M: Qual é a sua maior preocupação ao escrever?

C.M: A minha preocupação antevê o início da escrita, do poema, do processo em si, depois é só fluidez, as aparições e parições, aceitações e rejeições. Muitas das vezes, eu me preocupo após a escrita, por mais que não escreva para agradar , mais a permissividade do olhar do leitor. É uma explicação e compreensão desnecessária.

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M: Quanto tempo leva a escrever um livro?

C.M: Seis meses, mas muitas das vezes depende do tempo. Pode se levar um ano. M: O que lhe dá maior prazer no processo da escrita?

C.M: O que me dá maior prazer na escrita é a imaginação, me imagino em um lugar diferente.

M: Quanto tempo dedica à escrita por dia?

C.M: Quando me sinto bem para escrever, até doze horas me dedico apenas na própria escrita, pois é algo que faço por amor.

M: Como surgem as ideias para escrever uma obra?

C.M: As ideias surgem através de um facto.

M: Qual é a dificuldade que enfrenta na publicação dos teus livros?

C.M: O grande problema que tenho enfrentado é financeiro. Tem sido muito difícil. Apesar de bater em várias portas, nem todas são abertas.M: Dos poemas que já escreveu, tem um que seja da sua preferência?

C.M: Sim, o poema com nome a liberdade.

M: Um livro inesquecível?

C.M: “Cinderela de Saia Justa” de Cris Linhares, escritora Brasileira.

M: Qual é o livro e autor favorito?

C.M: Meu autor favorito José Craverinha e o livro favorito Cinderela. Gosto da forma como eles caracterizam os personagens.

M: Guia-se por eles para a escrita dos seus poemas?

C.M: Nem sempre me guio por eles.

F.C: já encontrou alguém a ver o seu livro? Como si sentiu?

C.M: já. Senti me muito feliz, claro que todos poetas querem ver o público viajando nos seus trabalhos.

M: Tem planos de publicar novos livros?

C.M: Por enquanto não. Encontro me ainda em alguns desafios.

M: Quais são as suas referências na literatura contemporânea de Moçambique?

C.M: Gosto muito poemas moçambicanos. Minhas referências seriam poetas do nosso país, Chiziane, Mia entre outros.

M: Gosta de trabalhar em silêncio absoluto ou com música?

C.M: Gosto de trabalhar num lugar calmo, pois me espiram melhor, ganho mais ânimo para o meu trabalho.

M: Si estivesse no início da sua carreira mudaria alguma coisa?

C.M: Não. Porque desde o início compartilho meus textos com outros colegas e até então tudo está em ordem.

M: Já recebeu um prémio literário? qual?

C.M: Sim foi o melhor momento para mim. Ganhei meu primeiro prêmio de poesia no ano 2017, prémio Fernanda de Castro ocupando a segunda posição, ganhei também um certificado e uma medalha na categoria de poesia. F.C: Onde si imagina daqui a cinco anos?

C.M: Muito longe, num debate literário, a apresentar Moçambique a declamar um poema.

M: Já participou em saraus? Onde?

C.M: Sim, quando fui convidada em uma escola.

M: Faz duetos? Com quem?

C.M: Sim, faço duetos, com outros amantes da poesia, como por exemplo, Márcia e Lizete Sitoe (quem são eles? Diga o primeiro o segundo nome da Márcia).

F.C: O que deixa ficar à sociedade?

C.M: O que digo é que nunca sigam uma carreira por influência da família ou da sociedade, cada um deve seguir o que realmente gosta. Os que estão em total silêncio que apareçam para mostrar o seu trabalho.

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