(Sem título)

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Por Hirondina Joshua
O artista não é um criador é antes um descobridor de essências. E nesta operação ele combate com a mesma técnica dos deuses: a explosão. A arte assusta demasiado como uma bola pequena de berlinde a rolar num espaço vasto. 
O artista não pode ser criador, para que fosse era necessário um inferno e um paraíso simultâneo sem qualquer espécie de divisão entre ambos. Nem eu compreendo bem esta metafísica.
A criação: a dita e chamada “artifício humano” é a descoberta. Esta como não se ensina por depender exclusivamente dos olhos, teremos que pedir um corpo “são” e sem ouvidos. Ora, o homem foi feito à semelhança de um Ser, como não pode ser ele um pequeno deus?  Um criador?
Uma grande criatura fez chover e a pequena criatura fez da chuva um alimento.
Excepcional a operação da descoberta se calhar mais cansativa que a da “criação”. Cavar fatiga. Ter a cova cobre de onde vem a matéria para a sua fazedura.
Criar é recriar: DEScobrir.
A descoberta é um encontro entre duas criaturas selvagens:
uma em delírio e outra em combustão

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