Irmão Novella trocam vivências e Memorias em concerto 

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Nws_22636_1_20141209-130626Além do sague que circula em suas veias, Isabel e Neco Novela tem uma Paixão em comum: a música. As carreiras destes irmãos estão ligadas, Isabel deu os primeiros passos na música fruto da influência de seu irmão. 
Neco deixou a semente musical em Isabel e rumou a Portugal para estudar música. Depois de cerca de 20 anos, eles encontram-se mais uma vez em palco, num concerto acústico, no dia 12 de Dezembro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).


Texto: Hélio Nguane
Nws_22636_1_20141209-130626É noite de sexta-feira. Neco e Isabel acertam os últimos detalhes para o concerto. O público, heterogéneo, que afluiu ao Franco tem uma ambição: saber qual é o resultado da fusão destes músicos. Alguns frustraram-se, pois o estúdio Auditório do Franco não teve espaço suficiente para acolher a todos. O que lá estiveram agradeceram o privilégio e seguiram a actuação dos músicos com aplausos e gritos. O repertório destes dois músicos juntava os seus trabalhos discográficos a solo e dois álbuns do grupo familiar, Neco Novellas.

Em palco eles reviveram as brincadeiras que caracterizaram as suas infâncias e as músicas que marcaram o seu crescimento. O som que soa no palco estava a cargo de Neto (Viola baixo), Neco (Guitarra/viola e voz), Samito (percussão) e Isabel Novella (voz). Numa cumplicidade que dava inveja, Neco e Isabel compartilharam as músicas dos seus álbuns e suas memórias.

“É emocionante compartilhamos o mesmo palco com Manu Neco”, conta Isabel no calor do concerto. “Quando parti para o estrangeiro deixei a família, amigos e a minha guitarra com meus irmãos. Na Europa tudo recordava-me Moçambique”, revive Necco. Isabell Novella, possuída pela inspiração, mergulhou em secções de improvisação. Irrequieta, por vezes, levantava da cadeira e brindava os presentes com alguns passos de dança.

Neco acompanhou-a em todas as suas viagens. O público atingiu o êxtase nas músicas Xitimela e Moia. Embalados não viam o tempo a passar. O concerto acabou e eles (o público) clamaram por mais, mas em vão. Cabisbaixos, eles saíram da sala do CCFM recordando as memórias daquelas vivências.

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