Artista do Bairro de Hulene: António Maxlhaieie

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Visitamos o bairro de Hulene, cidade de Maputo, para lhe trazer o perfil de António Maxlhaieie, jovem cineasta.

António Maxlhaieie é daquelas pessoas que pode dizer que os sonhos são realizáveis. Actualmente é director de projectos na Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM) e produtor do festival de curtas-metragens, Kugoma, uma mostra de cinema que acontece uma vez por ano e junta cineastas de todo o mundo. É também actor, realizador e guionista.

Este artista do bairro nasceu a 25 de Julho de 1988, no distrito de Chibuto, província de Gaza. Filho de Simeão Maxlhaieie, professor, e de Sara Simango, doméstica, António sempre carregou o peso de ser o mais velho dos seus cinco irmãos.

Ainda criança viu os progenitores separados, e teve de permanecer no Chibuto com o pai, mantendo sempre contacto com a mãe, que passou a viver em Maputo.

Frequentou o ensino primário na Escola Primária 1º de Maio de Chibuto. Depois se mudou para a Primária Completa Ngungunhane. Feito o ciclo, foi estudar na secundária de Chibuto e concluiu o pré-universitário no privado Hamdan Bin Rashid-Chibuto.

Em 2012, António Maxlhaieie mudou-se para Maputo, onde fez formação do nível médio em cinema no Instituto Superior de Artes e Cultura. Na mesma instituição, iniciou estudos em Design, mas não chegou a concluir o curso. Neste momento é estudante de artes cénicas na Universidade Pedagógica.

Antes de abraçar o cinema, António era actor de teatro ainda no distrito de Chibuto, tendo criado o grupo Utomi África, que foi até o Festival Nacional de Cultura, em 2010. Foi neste evento que conheceu o cineasta Júlio Silva, realizador do filme Xikwembu, onde Maxlhaieie desempenha o papel de Langa, o personagem principal.

No documentário “Ximbutsu Muzaia”, produzido pelo Grupo do Teatro Oprimido (GTO), Maxlhaieie desempenhou também o papel de personagem principal.

António Maxlhaieie realizou as curtas-metragens “ Tarde Demais” e “O Muro da Vida,” sendo que este último venceu, no Brasil, em 2014, o prémio de Melhor Narrativa, no 5º Festival de Curta-Amazónia.

Sua maior paixão é a sétima arte, lugar onde consegue se expressar e encontrar tantos “eus” nas obras dos outros.

Caso não tivesse abraçado o cinema, estaria a fazer música, arte que também mexe com o seu ser.

Longe das câmaras, António Maxlhaieie é outra pessoa. Casado, pai de três crianças, é um homem religioso, com muita fé e que acredita na existência de Deus.

Aprecia trabalhos de Daniel Tinga, Alvim Cossa e Felix Mambucho. Admira Mel Gibson, Georges Méliès, Denzel Washington, Will Smith, para além dos actores como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme.

Ama teatro, não perde as peças do Mutumbela Gogo. Escuta todo o tipo de música, desde que tenha alma. Estão na sua playlist artistas como Azagaia, António Marcos, Djimmy Dludlu, Fernando Chiure, Beethoven, André Bocelli.

Lê escritores moçambicanos como Ungulani Ba Ka Khosa, Mia Couto, Paulina Chiziane e Mélio Tinga.

Aos domingos é seu dia de cozinhar.

 

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