Perfomance inédita “Gula” estreia no Cine-Teatro Scala

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“Gula”, espectáculo teatral estreia no dia 24 de Novembro, às 19 horas, no Cine-Teatro Scala, podendo ser assistida, igualmente, nos dias 25, 26, às 19 horas e, no dia 27, às 17 horas, no mesmo local.

A perfomance trágico-cómica retrata o abuso de poder existente na sociedade, a ausência de valores éticos e morais, bem como questiona, de forma artística, os excessos de comida, bebida, luxo e outros excessos que, muitas vezes, são recorridos.

“Quem vai habitar o palco somos todos nós, os espectadores. De certa forma, todos os dias somos espectadores destas acções que a gente vê acontecer a volta do abuso de poder e acabamos por permanecer muito silenciosos. E isso acaba por ser um ingrediente muito importante para alimentar essa máquina. Permanecemos muito distantes, então eu quero que o público esteja próximo da cena, mas ao mesmo tempo é como se tivesse ali uma parede invisível entre o que esta acontecer”, explica Rita Couto, encenadora da perfomance.

A narrativa gira em torno de um empresário que se vê numa situação complicada, enquanto espera pela chegada de visitantes indesejavéis. Com o desenvolver da perfomance, será possível perceber o tipo relação que o empresário tem com a secretária e o adviser.

“Gula”, título do espectáculo é inspirado em dois adereços principais da cena, que estão ligados ao sentido literal da palavra “Gula”, que se refere aos desejos excessivos e insaciáveis, além do necessário.

A primeira versão do texto foi escrito por Rita Couto, em 2019, mas “até hoje ela desenvolveu e transformou-se muito graças a participação de todos os actores que foram se envolvendo”, conta.

Para além de Rita Couto, responsável pela encenação, dramaturgia e sonoplastia, a perfomance teatral “Gula” é uma produção de António Sitoi e interpretação de Arménio Matavele, Eunice Mandlate, Fernando Macamo, Ivan Barrama e Nália Gilberto.

Conta, igualmente, com a colaboração deTyrez Flyz, autor da música Pandza a ser usada na cena, Gonçalo Mabunda, proprietário de um dos principais adereços e Phayra Baloi, na iluminação.

A produção do espectáculo decorre desde Outubro e “mesmo com pouco apoio a gente não pára”, avançou Rita Couto, a descrever que são muitas horas sacrificadas dentro da produção.

O espectáculo é uma parceria com a associação Makhall’Artes, Fundac, Fundação Fernando Leite Couto e Cine-Teatro Scala. Sendo que os bilhetes estarão a venda, a partir do dia 17 de Novembro, nos últimos dois locais.

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