Batá Kossó expande horizontes de músicos da Mafalala

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Festivaleiros e grupos culturais de Mafalala expandiram seus horizontes na criação artística na oficina “Oficina de Percussão Brasileira”, que acontece no âmbito da 13.ª edição do Festival Mafalala, que decorre até domingo no Museu Mafalala.

Os músicos deste bairro aprenderam mais sobre o Batá Kossó, método de ensino de Música através da repercussão.

Durante dois dias, na oficina dinamizada por Felipe França, os músicos trabalharam para a criação de uma orquestra percussiva com base em materiais reciclados.

No primeiro dia da oficina, cada participante teve a oportunidade de pegar um instrumento e aprender a tocar.  O ritmo aprendido na quarta-feira foi o samba Partido alto, surgido no início do século XX dentro do processo de modernização do samba urbano do Rio de Janeiro, Brasil.

O segundo dia começou com a montagem de bombos, tambores, onde os membros de diferentes grupos culturais e os demais participantes tiveram a oportunidade de aprender a montar o peça por peça.

Tempo depois da montagem, Felipe França começa com a distribuição de instrumentos para o momento de acção, sendo o Marcatu o ritmo a ser explorado.

A alegria, o sorriso no rosto e os movimentos de dança caracterizaram os formandos, que participam da orquestra, em volta de um círculo. Eles tocaram, dançaram e cantaram.

O dinamizador da orquestra seguiu com a orientação com tudo! Suado, mas não dá conta, pois está envolvido no som que a mistura dos instrumentos do Tufo de Mafalala e Machaka emite.

O som dos bombos, das timbilas e os demais instrumentos chamam atenção dos moradores que acabam aproximando ao Museu para vivenciar de perto o que se ouve a partir de casa e não só.

Por volta das 13h00 do último dia oficina, o sol escaldante, a formação prevista para decorrer em duas horas continuava, os participantes que se encontram no sol não se importam, pois, o ritmo gritava mais.

Quando o relógio marca 13:30, o formador é obrigado a interromper a oficina, mas com força e vontade de continuar.

A música é energia, o som é energia e com essa troca de sentimentos, a apresentação dos músicos chega ao chega ao fim.

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