A “Flor Silvestre” de Eliane Butelane e Natacha Jalane 

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Eliane Butelane e Natacha Jalane lançam, na quinta-feira, o livro intitulado “Flor Silvestre”. A cermónia vai acontecer no Centro de ConferênciasJoaquim Chissano às 16h00, em Maputo.

Na obra, as autoras (re)criam cenários resultantes dos ataques terroristas em Cabo Delgado, com o objetivo de sensibilizar sobre os males da guerra. O enredo centra-se na narrativa de Aisha, uma criança altruísta, de apenas 11 de idade, cujos sonhos são abalados pela insurgência.

De acordo com Eliane Butelane, o livro apresenta um misto de sensações, espaços e momentos, na ideia de chamar a atenção para a necessidade da manutenção do bem-estar social.

“Escrever o livro foi um processo de introspecção, onde pude descobrir mais de mim mesma de uma forma altruísta na tentativa de compreender a tristeza, sentir o sofrimento causado pela situação dos insurgentes”, avança a autora, a descrever o processo de produção da obra como um momento de aprendizado.

Eliane Lúcia Leonardo Butelane nasceu a 07 de Julho de 2004, em Maputo. Encantou-se pelo universo da literatura na infância, tendo começado a rabiscar com 9 anos de idade. Em 2015, entrou no grupo de poesia da sua antiga escola, Escola Primária Completa da Imaculada, e desde então foi reafirmando a sua paixão pela literatura. Continuou o percurso na Escola Secundária Força do Povo, onde, em 2021, conquistou o primeiro lugar da categoria de prosa, por ocasião da Feira do Livro de Maputo, com o conto “Iguais”.  No mesmo ano, foi também uma das vencedoras do concurso literário FLIK e participou na Antologia Pátria Amada. Actualmente é estudante do curso de Licenciatura em Relações Internacionais e Diplomacia na Universidade JoaquimChissano.

Natacha Albertina Jalane nascida aos 16/09/2004, é estudante e residente na Cidade de Maputo, Moçambique. No ano de 2021, foi uma das vencedoras do concurso literário Flik da edição de 2021. Vagou durante anos nas profundezas dos seus pensamentos abstratos sem direcção alguma perguntando se algum dia haveria alguma razão da sua existência, um mundo livre em que as milhares dela possam coexistir e ganhar vida. Desesperada e perdida sem brilho, sonhos, sem um pingo de interesse na vida até que um dia uma luz brilhou! Uma nova porta se abriu perante os seus olhos era um novo mundo, onde ela podia ser livre não só ela mas as milhares dela que habitam nela a arte.

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