“Purificação no Índico” no Museu do Mar

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“Purificação no Índico” é título da mais recente exposição de Anésio Manhiça, patente na Galeria do Museu do Mar, na Cidade de Maput, desde 29 de Setembro do presente ano. Tal como n’As Vidas do Saco Plástico”, nesta proposta, o fotógrafo discute questões ligadas à preservação do meio ambiente, tendo como base as práticas humanas nocivas à biodiversidade existente no mar

A mostra é composta por 14 fotografias, capturadas nas praias do Tofo (Inhambane) e da costa do Sol (Maputo), a propósito das celebrações do dia Internacional do Mar, assinalado a 29 de Setembro. Com o trabalho, Anésio Manhiça quer estimular a sociedade a repensar a sua relação com o mar, para garantir a sustentabilidade e o uso racional dos recursos extraídos do mar.

As fotografias exploraram os rituais religiosos realizados pelas comunidades locais, movidas pela crença de que o mar tem o poder da cura e purificação.

“Várias pessoas identificaram-se e outras descobriram um mundo que não conheciam, mas que estava debaixo do seu nariz”, explica Anésio Manhiça, a acrescentar que “a exposição serviu realmente de porta de entrada para uma reflexão sobre esta nossa relação com o Mar, na ideia de várias coisas que se falavam”.

A exposição também foi objecto de debate em torno da sustentabilidade dos mares. Na conversa, foram levantados os problemas e as possíveis soluções que enferman a vida nos mares. 

“Através da imagem, encontro a forma mais leve de trazer conhecimentos ambientais para várias pessoas, porque nas nossas famílias questões ambientais não são muito faladas. Temos maior preocupação em comer, ter o que vestir e não necessariamente com o futuro do planeta.”, defende, a completar que “eu penso que com a fotografia eu posso trazer um assunto a mesa e a ser discutido, fico feliz porque está a ser discutido por várias classes e os meus eventos de inauguração são o exemplo disso em torno de perfil de pessoas que participam que é completamente diversificado”.

A exposição tem a duração de 15 dias no Museu do Mar, podendo ser cisitada até ao dia 13 de Outubro corrente.

Anísio Manhiça é Mestre em sócio-antropologia pela Universidade Paris (França) e pesquisador na Kaleidoscopio – Pesquisa em Políticas Públicas e Cultura. Destacou-se como fotógrafo em 2021, tendo sido consagrado vencedor num concurso organizado pela Associação Cultural Kulungwana e foi o terceiro colocado no concurso de fotografia organizado pela UN-Habitat em parceria com o Conselho Municipal da Cidade da Beira. Os seus trabalhos concentram-se em artefactos e objectos para revelar a interação dos Homens com o meio ambiente e as transformações que estas relações condicionam.

Em Junho, inaugurou a primeira mostra individual, intitulada “As vidas do saco plástico”, depois de ter participado em duas exposições colectivas: “As viagens do plástico”, nos Caminhos de Ferro de Moçambique, em Maputo, e “Adaptar as cidades de Moçambique para a Resiliência Climática”, no parque das infra-estruturas verdes do rio Chiveve, na cidade da Beira.

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