Instituições nacionais querem trânsito entre artistas do país e da Ilha Reunião

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Com o objetivo de criar um trânsito permanente entre artistas moçambicanos e da Ilha Reunião por ambos territórios, o director do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) visitou hoje a Cité des arts em Saint Denis.
“Já havia um acordo que não se efectivou por causa da pandemia”, disse Vincent Frontczyk, francês que dirige o CCFM, esclarecendo que Hugo Mendes e Wacila Zacarias, dois artistas moçambicanos já tinham sido agendados para abrirem o ciclo.
O propósito, disse-nos, é reactivar o acordo e ver, nos próximos meses, em consequência das mudanças que a situação pandémica causou e outras burocracias, como é que esta “ponte com transito nos dois sentidos” poderá se materializar.
Nicolas de Ribou, administrador de produção de artes visuais do Cité des Arts, respondeu que a instituição está aberta a submissão de candidaturas de projectos de residência artística de Moçambique.
Guiando Vincent Frontczyk pelas instalações da entidade, Nicolas de Ribou mostrou as salas de criação de diferentes disciplinas artísticas, salas de apresentação de performances e os quartos. O espaço está apetrechado de tal modo que ao artista que tiver acesso apenas cabe criar.
“Não temos uma limitação de tempo de duração da residência”, disse Ribou a explicar que o critério primário é a relevância do que se propõe.
Esta visita foi feita a margem da participação de uma delegação moçambicana em dois festivais da Ilha Reunião, nomeadamente, o Mercado de música do Oceano Índico (IOMMA) e Sakifo, que acontecem, o primeiro de hoje até 02 de junho e o segundo de 03 a 05 de Junho.
A delegação moçambicana é composta por representantes do Conselho Municipal da cidade Maputo – vereação da Cultura, Director Geral da Khuzula Investimento Paulo Chibanga, a Banda Rahja Ali, a Associação Iverca e os jornalistas José dos Remédios e Leonel Matusse Jr..
Outrossim, conforme Paulo Chibanga, o objectivo da Khuzula nesta viagem é a assinatura de um memorando de entendimento com município de St.Pierre na vertente Cultural, Social e desportivo.
“O memorando visa estabelecer e ampliar a cooperação entre Moçambique e Ilha Reunião no âmbito cultural, social e desportivo com intuito de dinamizar ainda mais os sectores e o acordo de cooperação entre Khuzula e Scenes australês tem pouco menos de 10 anos”, lê-se numa nota da Khuzula.
Entretanto, o trabalho entre estes projectos já iniciou. Tendo até ao momento feito concertos e showcases de mais de 10 bandas, mais de 20 delegações e assinados 3 acordos adicionais entre scenes australes com o CCFM, Othama ambos viabilizados pela KHUZULA Investimentos.
Nesta edição do IOMMa, Radjha Ali irá actuar durante meia hora. Informado sobre o rigor da organização do festival na gestão do tempo, o músico e a sua banda já seleccionaram os temas que irão interpretar.
A fim de interpretar as seis músicas da sua autoria, Radjha Ali far-se-á acompanhar pela sua banda: Amade e Nando Morte (percussionistas), Sílvio (guitarrista) e Sidney (baixo).

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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