Uma marcha pela leitura em Maputo

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Estátua de Eduardo Mondlane

Terá lugar no Sábado próximo, a partir das 8 horas, em Maputo, uma marcha pela leitura, sob o lema: “Um país se faz com homens, mulheres e livros” por iniciativa do projecto “Ler e Brilhar”, liderado pela pela escritora e activista social Lídia Mussá.
O objectivo, conforme a coordenadora desta marcha, é enraizar o gosto e hábito de leitura na sociedade moçambicana.
A estátua do antropólogo e sociólogo moçambicano que liderou a criação do movimento de Libertação Nacional, Eduardo Mondlane, no Alto Maé, será o ponto de partida e seguirá até ao Conselho Municipal de Maputo.
Segundo o Comunicado de Imprensa emitido pelo “Ler e Brilhar”, projecto que existe há cinco anos, a marcha pela leitura é uma actividade que será realizada como forma de enaltecer o papel da leitura na construção de uma sociedade esclarecida sobre si e interessada na construção, partilha e crítica do conhecimento.
“O processo de aprendizagem é uma tarefa complexa e que exige a criação de hábitos de leitura como a condição fundamental, quer para a emergência da apetência leitora (…) quer para o desenvolvimento de competências específicas mais complexas que levam à compreensão e à análise crítica do escrito como porta de acesso à informação”, lê-se no documento que estamos a citar.
Assente em três pilares fundamentais, entrelaçados entre si (competência leitora, competência de escrita e hábitos de leitura), o projecto “Ler e Brilhar” lançou, em 2021, o concurso literário escolar com o mesmo nome do projecto, envolvendo numa primeira fase, alunos da 3ª a 7 ª classes (dos 8 aos 11 anos) professores e os respectivos pais e encarregados de educação.
Setenta candidatos submeteram a concorrência as suas propostas de prosa e/ou poesia, com a finalidade de publicar, este ano, uma obra contendo os 30 melhores textos, além de premiar os três vencedores.
Assim, de acordo com Lídia Mussá, a leitura é um pilar sobre o qual a sociedade deve criar as suas bases. Além de ampliar o horizonte do conhecimento, permite a inclusão de crianças e outros grupos sociais vulneráveis.

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