Do outro lado dos Guettos

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Becos de Chamanculo

O Centro Cultural Moçambicano-alemão (CCMA) e o colectivo Chamanculo é Vida realizam na Quinta-feira (17), às 18, na Galeria do CCMA, em Maputo, o sarau cultural “O Guetto na Cidade”.
Trata-se de uma iniciativa que pretende fazer da arte uma janela para contemplar a vida nos bairros periféricos sob outras perspectivas, contrárias às visões estereotipadas que, por vários motivos, classificam os “Guettos” como centros de criminalidade, prostituição, venda e consumo de drogas, entre outras ilicitudes.
“O Guetto na Cidade” é, também, o grito de uma voz que quer fazer ecoar na sociedade os inúmeros desafios com que as pessoas vivem na periferia da cidade e província de Maputo.
No evento, haverá exposição artística, mostra de cinema, debate sobre as diferentes maneiras de olhar os “Guettos”, sendo que o momento mais alto será o lançamento oficial do sítio eletrónico do “Chamanculo é Vida”, uma plataforma criada para contar histórias das gentes e vivências nos bairros fora da cidade.
Quando forem 18.00 horas, os fotógrafos Watson Colosse, Ildefonso Colaço e Ângelo vão partilhar com o público, no espaço virtual, os seus registos sobre o lado “pouco conhecido” dos bairros periféricos. Através da mostra intitulada “Guetto é a Cena”, o trio pretende dar vida às características peculiares referidos locais, desde os traços imanentes aos mais subtis.
A seguir, será a vez do filme “Perspectivas do Meu Guetto”, de Cecília Mahumane, entrar em cena. A película, que fez parte dos filmes finalistas do Prémio Novos Autores do Kugoma no ano passado, propõe uma viagem ao encontro dos locais, gentes, cores, cheiros e várias outras potencialidades que podem ser encontradas nas periferias. Sobre o filme, estarão reunidos, em debate moderado pela CEP da Taduma (uma empresa ligada à venda de música através no meio virtual), Lídia Siquela, e Berta Nazareth, Ivan Muhambe e Watson Colosse, como painelistas.
O Chamanculo é Vida é um grupo de jovens artistas, e não só, oriundos da cidade e província de Maputo. Desde 2019, o colectivo tem levado a cabo uma série de actividades alinhadas à promoção do crescimento social, económico e cultural dos bairros periféricos, como por exemplo, os projectos “Girassol”, “Arte entre Becos”, “Bussines Woman no Guetto”, bem como a produção do documentário “Chamanculo é Vida”

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Encontra no jornalismo um espaço fértil para alimentar o gosto de narrar factos e partilhar experiências do dia a dia. Estudante finalista pela ECA-UEM, vê na leitura e escrita ferramentas indispensáveis para contar hi(e)stórias, exteriorizar-se e conduzir o mundo pelo caminho da luz e da boa convivência entre pessoas. Também tem formação técnica em Jornalismo e Multimédia e colabora com a plataforma Mbenga desde 2019. Tem, ainda, textos publicados em diversos semanários nacionais.

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