Xiquitsi vibrou Scala no encerramento da temporada

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O chão tremeu, a noite aqueceu e o público Vibrou no Cine-teatro Scala. Era o Xiquitsi no palco, a tornar o concerto inesquecível e memorável. 

Lugares lotados, o público se fez ao concerto que ficou na história e que marca o encerramento da Temporada de Música Clássica deste ano.

Foram três gerações de artistas renomados que se juntaram, na cidade de Maputo, para em um só espaço exaltar a moçambicanidade.

O concerto contou com Lenna Bahule,  Deltino Guerreiro, Dilon Djindji e Stewart Sukuma, que se juntaram ao coro e orquestra para “instrumentalizar” uma noite sem igual.

Lenna Bahule | Foto: Elísio Mavie

A cantora e activista cultural Lenna Bahule foi a primeira a subir ao palco, interpretando Ukuthula, hino tradicional  Nguni. Com sua voz singular, na companhia dos coristas, Lenna encantou o público com mais um Hino denominado Kungô.

Depois de Bahule, foi a vez da peça “Missa para o meu sol, o cordeiro”, composta pelo aluno Xiquitsi Estevão Chissano. 

Estevão Chissano, compositor da “Missa para o meu sol, o cordeiro” | Foto: Elísio Mavie

A primeira peça interpretada pelo coro foi Kyrie (eleison), uma das orações mais antigas da liturgia cristã, a qual recebeu inúmeras composições musicais ao longo dos anos. Sob direcção musical de Eldevina (Kika) Materula, fundadora da iniciativa e actual Ministra da Cultura e Turismo, o colectivo mostrou o poder da música clássica.

O concerto serviu para fazer valer e dar valor à música moçambicana. Prova disso, Deltino Guerreiro juntou-se à orquestra e fez o solo do tema #Babá yetu”, de Christopher. Foi um hino, que mais uma vez  encantou e deixou os que presentes boquiabertos.

Deltino Guerreiro | Foto: Elísio Mavie

A chegada do mestre e um dos nomes incontornáveis da marrabenta, Dilon Djindji, levantou o público. O artista cantou alguns dos seus sucessos, tais como Marracuene e Podina. Aos 94 anos, Dilon mostrou que ainda está forte e que a marrabenta está nele.

| Foto: Elísio Mavie

Faltavam poucos minutos para o fim do concerto, mas a noite parecia não ter fim.

Stewart Sukuma mostrou que o palco é sua casa, lançou questionamentos, transpirou energia e espalhou alegria. O músico cantou os temas “Why”, “Batata Doce”, “Inadiável viagem”, esta última composição serviu para homenagear o escritor Calane da Silva, que foi presidente da Associação Kulungwana, entidade responsável pelo projecto Xiquitsi.  Por fim, seguiu-se a música “Xitchuketa Marrabenta” e Felizminha.

Stewart Sukuma mostrou que o palco é sua casa| Foto: Elísio Mavie

Para o músico, que no próximo ano (2022) fará 40 anos de carreira, se juntar a novas gerações foi uma experiência única.

Homenagem a Calane da Silva | Foto: Elísio Mavie

Falando em gerações, na última actuação de Stewart Sukuma, Kika Materula surpreende, colocando Estevão Chissano, colocando-o na direção Orquestral.

No final, o público saiu do Cine-teatro Scala com sede de mais e mais música. Infelizmente, só no próximo ano.

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