Malangatana estará exposto em Nova Iorque em Outubro

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Fotografia registada no Museu de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, em Lisboa

Malangatana e outros cinco artistas lusófonos, como Fernando Lemos e António Pedro, terão as suas obras expostas em Nova Iorque, numa mostra intitulada “Surrealismo para além das fronteiras”, em outubro, e segue depois para Londres, em 2022.

A exposição “Surrealism Beyond Borders” (“Surrealismo para além das fronteiras”, em tradução livre do inglês) vai abrir no dia 11 de outubro, no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, onde permanece até 30 de janeiro de 2022.

De seguida, abre, em 24 de fevereiro do próximo ano na Tate Modern, em Londres, que a terá exposta até 29 de agosto.

Uma fonte da Tate confirmou à Lusa que Malangatana (1936-2011), para além do já anunciado Artur do Cruzeiro Seixas, (1920-2020), Fernando Lemos (1926-2019), António Pedro (1909-1966) e António de Azevedo (1889-1968) terão obras incluídas na mostra.

Aquando da morte de Cruzeiro Seixas, no ano passado, a diretora da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, Marlene Oliveira, tinha já adiantado à Lusa que uma “obra de referência” do artista seria cedida para a exposição organizada em conjunto pelo ‘Met’ e pela Tate Modern.

O surrealismo parte de uma “ideia revolucionária acesa em Paris cerca de 1924 que afirmava o inconsciente e os sonhos sobre o familiar e o quotidiano”, explica o texto disponível na página do Museu Metropolitano de Arte.

“Enquanto o surrealismo podia gerar trabalhos muitas vezes poéticos e até humorísticos, foi também usado como uma arma mais séria no combate pela liberdade política, social e pessoal, por muitos artistas a nível internacional”, acrescenta o museu, enquanto a Tate ambiciona “reescrever a história” do movimento através desta mostra.

O objetivo da exposição é ir além do enfoque dado ao surrealismo através de uma perspetiva da Europa Ocidental: “Esta mostra reconsidera o verdadeiro ‘movimento’ de surrealismo através das fronteiras de geografia e cronologia – e dentro de redes que vão da Europa de Leste até às Caraíbas, da Ásia ao Norte de África, e da Austrália à América Latina”.

“Incluindo quase oito décadas de trabalho produzido em 45 países, ‘Surrealismo para além das fronteiras’ oferece uma nova abordagem das preocupações e trocas coletivas que reposicionam a apreciação deste movimento revolucionário e global”, pode ler-se na página do Museu Metropolitano.

A Tate complementa salientando que a exposição vai “mostrar como artistas por todo o mundo se inspiraram e uniram em torno do surrealismo, de centro tão diversos como Buenos Aires, Cairo, Lisboa, Cidade do México, Praga, Seul e Tóquio”.

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