Novo normal de Vasco Manhiça no Franco

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Depois de “Pandza Show” em 2017, o artista plástico Vasco Manhiça volta com “O Novo Normal”, uma individual de pintura, a inaugurar hoje, às 18.00 horas, na sala de exposições do Centro Cultural Franco-Moçambicano.  

A “expressão Novo Normal ganhou ímpeto durante a eclosão da pandemia da COVID-19 no início de 2020, trazendo consigo uma carga semântica da dimensão de hecatombe no plano político, económico e sócio-cultural no espaço global”, observa Rafael Mouzinho, curador da exposição.

Aberta até ao dia 17 de Julho, nesta exposição, Vasco Manhiça prossegue este percurso que temos visto nas últimas três exposições que realizou no país – “Black Box” (2013), “Pontos de Vista” (2015), “Pandza Show” (2017) – de questionamento social e político.

Vasco Manhiça, na sua experiência visceral, viabiliza através da sua actuação no atelier, transmutando símbolos, signos e sinais caligrafados, em sobreposição com “cut and paste”, imiscuem-se entre técnicas de pintura, gravura e monotipia, num processo simultâneo de registo do tempo que a probabilidade futura tratará de designar de “antes de…” e “depois de…”

Este artista nasceu em Agosto de 1978, em Nampula, Norte de Moçambique e cresceu no Bairro do Aeroporto, uma das muitas zonas periféricas da Cidade de Maputo, onde tudo começa a moldar-se.

É formado em design de comunicação pela ca- Medien college, Essen, Alemanha (2010) e em Design Gráfico pela Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo, Moçambique (1998). Manhiça já foi destinguido com vários prémios nacionais em Moçambique à destacar:1998 – 2° Prémio – Anual MUSART (Museu Nacio- nal de Arte), Moçambique.

Em 1999 ganhou o 1° Prémio (Desenho) – Bienal TDM – Telecomunicações de Moçambique. Tem participado em vários workshops, residências artísticas e exposições internacionais na África do Sul, Alemanha, França, Holanda, Nigéria, Portugal e Senegal.

O seu trabalho está representado na colecção do Museu Nacional de Arte em Moçambique, do Museu das Telecomunicações de Moçambique (TDM) e em várias colecções privadas e públicas em Moçambique e vários outros países.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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