MOÇAMBIQUE COMPROMETE-SE A PROMOVER INTEGRAÇÃO CONTINENTAL PARA REFORÇAR A IDENTIDADE CULTURAL

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A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, participou, recentemente, no 2º Fórum Virtual da União Africana, que juntou ministros africanos responsáveis pelas Artes, Cultura e Património, realizado a partir da cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia.

O fórum levantou e discutiu vários assuntos que preocupam os países membros, sobretudo os de interesse global, com destaque para a Carta da Renascença Cultural Africana, até agora ratificada por 34 países membros. Moçambique está numa fase avançada para a ratificação da Carta.

Também foi destaque a instalação do Grande Museu de África, na Argélia, que vai promover a cultura africana. O museu será lançado no dia 25 de Maio, em instalações provisórias, naquele país do Magreb.

O grande desafio neste momento é a construção do edificio, sendo que, para o efeito, a Argélia precisa de apoio financeiro. No fórum, o país africano apelou aos estados membros a enviarem alguns artefactos culturais digitalizados para exposição permanente.

Falando no evento, Eldevina Materula vincou a importância do fórum, afirmando que a sua realização renova o compromisso de Moçambique de promover a integração continental, os valores sócio-culturais africanos, visando reforçar a identidade cultural global.

Moçambique, prosseguiu a ministra, pretende reforçar a presença africana na Lista do Património da Humanidade, pelo que assume o compromisso de até 2024 finalizar as propostas de candidatura das danças Xigubo e Mapiku para submissão à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


Materula sublinhou que “as indústrias culturais e criativas, para além do papel estabilizador de emoções humanas, sobretudo em momentos de crise como o da pandemia da COVID-19, são um activo económico que devemos explorar sem reservas, porque o recurso é inesgotável”.

É neste sentido que o Ministério da Cultura e Turismo, afirmou a tutelar da pasta, tem vindo a encetar acções para a profissionalização dos trabalhadores culturais e criativos.

“Estamos igualmente a implementar acções de capacitação e formação em diversas matérias, com destaque para dinamização da cadeia de valor dos produtos cultuais e marketing, a revisão da Lei dos Direitos de Autor e Direitos Conexos e criação do Estatuto Profissional do Artista”, disse.

Os países da União Africana colocaram propostas locais como a digitalização do património cultural, a criação da Cartografia da Gastronomia/Culinária, a dinamização das indústrias culturais e criativas, que, de algum modo, encontram intercessão em aspectos comuns dos países membros.


Em jeito de conclusão, dentre várias decisões, o fórum reconheceu a importância das artes, cultura e património como catalizador para o desenvolvimento social e económico para o continente.

A intenção da União Africana é fazer da cultura, das artes e património uma alavanca para a África o continente que pretendemos ter. A expextativa é que haja uma contribuição significativa da cultura para o alívio da pobreza através de criação de emprego com a inclusão de mulheres e jovens.

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