A escrita de Adelino Timóteo aos olhos de José dos Remédios em livro

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Oito romances do escritor moçambicano Adelino Timóteo dão corpo ao ensaio do jornalista e crítico literário José dos Remédios, intitulado “O horizonte e escrita” que vem a superfície sob chancela da editora Fundza.

A obra resulta de um estudo realizado sobre a escrita do autor beirense, considerado um dos mais férteis escritores moçambicanos das primeiras duas décadas do século XXI. Em 21 anos de carreira, Adelino publicou 19 títulos, sendo nove romances, sete livros de poesia, dois estudos e um livro infantojuvenil.

O mote para esta publicação, que está nas livrarias desde hoje (9), conforme José dos Remédios, decorre, primeiro, da carência de estudos sobre os autores pertencentes à geração que começa a publicar por volta do início da década de 2000, e, segundo, da necessidade de eternizar pelo menos os mais importantes criadores dessa geração.

“Um dos mecanismos a ter em consideração é a recensão literária, por via da qual se criam condições para que o espólio desses mesmos criadores não fique desvalorizado”, lê-se na introdução do livro, cujo autor, semanalmente, publica uma crítica literária no jornal “O País”.

O lançamento do primeiro livro de José dos Remédios marca o início das celebrações dos cinco anos da existência da editora Fundza, sediada na cidade da Beira. O livro, patrocinado pelo BNI, estará em pré-venda a partir desta terça-feira, 9 de Fevereiro.

José dos Remédios nasceu a 1 de Agosto de 1987. Tem uma formação no ensino e uma licenciatura em Literatura Moçambicana. É jornalista e ensaísta. Possui inúmeros ensaios publicados na imprensa nacional e no Brasil.

O autor actua como assessor na organização de festivais e feiras de livro. Publicou o artigo “Noémia: a poesia do mundo”. É co-fundador da editora Kuvaninga Cartão d’Arte e colabora com várias outras editoras (nacionais e estrangeiras) na edição de textos e/ou na promoção da literatura moçambicana.

Como jornalista, José dos Remédios, escreveu vários guiões de vídeos em homenagem a personalidades como Marcelino dos Santos, Ungulani Ba Ka Khosa, Dom Dinis Sengulane, Mia Couto e Paulina Chiziane. Foi guionista, técnico de som e fotógrafo do documentário Maputo, a doropa.

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