Primeiros passos de Gala gala

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O habitat original da gala gala é a savana, mas hoje também vive em aldeias e nos meios urbanos. É esta capacidade de adaptação que inspirou os centros culturais da cidade de Maputo a unirem-se num festival, que este ano será transmitido online.

A decorrer entre os dias 7 e 13 de Setembro, a primeira edição do Festival Gala Gala terá uma programação que reflecte a visão de cada uma das entidades envolvidas, designadamente o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), Fundação Fernando Leite Couto (FFLC), Associação Kulungwana, Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), Centro Cultural Brasil Moçambique (CCMA), Camões Centro Cultural Português (Camões – CCP) e a 16 Neto.

“É a primeira vez que nos juntamos todos”, disse Heny Matos, directora executiva da Kulungwana, na conferência de imprensa acolhida no Centro Cultural Brasil Moçambique, na manhã de hoje.

As circunstâncias da pandemia, prosseguiu, tornaram maiores os desafios de juntar os 70 artistas agendados, pois todos os envolvidos na empreitada estão a aprender a nova realidade imposta pela COVID-19.

Cada centro cultural, acrescentou, escolheu os trabalhos que irá exibir, o que o torna diverso sob ponto de vista curatorial assim como de propostas em termos de disciplinas artísticas.

Durante sete dias, os internautas poderão aceder, através do Facebook e do Youtube dos centros culturais, a conteúdos contemporâneos de artes visuais, multimédia, teatro, música, dança, audiovisuais, literaturas para além de atividades para crianças.

“O objectivo é, nos 17 eventos, apresentar projectos diversos”, disse Pablo Ribeiro, director da Fundação Fernando Leite Couto. Esclareceu ainda que o festival é composto por projectos concebidos para o evento e outros que já vinham sendo desenvolvidos.

Para os centros culturais, conforme Ribeiro, o “Gala Gala” é igualmente uma oportunidade de partilha de recursos humanos e técnicos para a materialização dos projectos de cada entidade.

Pretende-se que essa transmissão de conhecimentos, nas próximas edições, chegue aos artistas através de pacotes de formação para gestores culturais e de artistas.

“Juntamo-nos para gerar algo com mais impacto e alcance do público, além de alargar o campo de dispersão para que os artistas tenham a oportunidade de criar novos produtos culturais”, disse o director da FFLC.

Vincent FRONTCZYK, director do CCFM, disse que os quatro meses de experiência com transmissões online revelaram o potencial do alcance desse formato. Pela internet, instantaneamente, chega-se a audiências globais.  “Vai dar mais visibilidade dos artistas nacionais no mundo”.

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É licenciado em Jornalismo, pela ESJ. Tem interesse de pesquisa no campo das artes, identidade e cultura, tendo já publicado no país e em Portugal os artigos “Ingredientes do cocktail de uma revolução estética” e “José Craveirinha e o Renascimento Negro de Harlem”. É membro da plataforma Mbenga Artes e Reflexões, desde 2014, foi jornalista na página cultural do Jornal Notícias (2016-2020) e um dos apresentadores do programa Conversas ao Meio Dia, docente de Jornalismo. Durante a formação foi monitor do Msc Isaías Fuel nas cadeiras de Jornalismo Especializado e Teorias da Comunicação. Na adolescência fez rádio, tendo sido apresentador do programa Mundo Sem Segredos, no Emissor Provincial da Rádio Moçambique de Inhambane. Fez um estágio na secção de cultura da RTP em Lisboa sob coordenação de Teresa Nicolau. Além de matérias jornalísticas, tem assinado crónicas, crítica literária, alguma dispersa de cinema e música. Escreve contos. E actualmente, é Gestor de Comunicação da Fundação Fernando Leite Couto.

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